Editorial: O cheiro a poder é tramado

O título tem direitos de autor. Foi postada por Carlos Gonçalves (grupo Ávila) e faz todo o sentido. Senão vejamos. António Costa, o líder do PS, veio encostar Cavaco Silva à parede, melhor, veio dar-lhe a solução que manifestamente não queria e que não é mais do que um Governo socialista suportado pelo Bloco e […]


Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

O título tem direitos de autor. Foi postada por Carlos Gonçalves (grupo Ávila) e faz todo o sentido. Senão vejamos.

António Costa, o líder do PS, veio encostar Cavaco Silva à parede, melhor, veio dar-lhe a solução que manifestamente não queria e que não é mais do que um Governo socialista suportado pelo Bloco e pelos comunistas. Catarina Martins, líder do BE, não desarma e reafirma ter criado condições para viabilizar um Governo a quatro anos, depois do PS ter deixado cair a questão do corte da TSU e aceite a reposição dos salários da função pública. Este é um grande trunfo que o Bloco tem e que ganhou ao PS. Do lado da CDU, a questão é mais difícil porque não há garantias de viabilidade do apoio perene, obrigando a negociações permanentes. Cavaco Silva vai ficar desconfiado de um partido que em Lisboa diz viabilizar um Governo que quer cumprir as metas com que o país está comprometido perante Bruxelas, mas que na Europa comunitária propõe a criação de apoios para ajudar os países que queiram sair do euro! “A bota não bate com a perdigota!”, diz o adágio popular e possivelmente será esta proposta que fará com que o PR tome a decisão nesta 5.ª feira e interrompa o sonho da esquerda de formar um Governo sem ter ganho as eleições. Se este cenário acontecer é uma meia vitória ou uma meia derrota, dependendo da perspetiva com que se olha para o cenário eleitoral.

Com Passos indigitado preparam-se as armas e haverá uma moção de rejeição que o Bloco vem prometendo como a “bomba atómica”. No entanto, a PàF pode já ter a solução. Não é líquido que o PS alinhe nesta moção de rejeição, ou que lance a sua e que seja apoiado pelos partidos de esquerda, assim como não é líquido que vários deputados do PS não viabilizem o Governo e o OE. Alguns pesos pesados deixaram claro que a estratégia de António Costa não serve o país e a prazo não servirá o PS. E isto porque a coligação estará fragilizada, caso não passe o OE, mas apresentar-se-á como vítima nas eventuais eleições antecipadas com o objetivo de ganhar os deputados que lhe faltam para a maioria absoluta.

A solução está no PR e Costa jogou o grande trunfo. Bloco e comunistas já ganharam neste posicionamento estratégico. Dentro do arco de governação haverá um vencedor e um lamentável vencido. O bloco central não foi possível e o país perdeu.

Por Vítor Norinha/OJE

Recomendadas

Moedas avisa que fenómenos extremos vão-se repetir. Pede paciência até 2025

A normalidade na capital será retomada ao longo do dia, garante o presidente da autarquia, que avisa que fenómenos desta natureza se vão repetir. A solução passa por uma obra pública que só estará concluída em 2025. Trabalhos arrancam em março e pede-se “paciência” aos lisboetas.

Eutanásia: Marcelo afirma que decidirá “rapidamente” e aponta para alturas do Natal

O Presidente da República garantiu hoje que decidirá rapidamente sobre a lei da despenalização da morte medicamente assistida, que deverá ser aprovada sexta-feira no parlamento, quando receber o documento, apontando a altura do Natal como data provável.

Lisboa aprova orçamento municipal para 2023 com abstenção de PS, IL e PAN

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou a proposta de orçamento para 2023, com votos a favor de PSD, CDS-PP, MPT, PPM e Aliança, a abstenção de PS, PAN e IL e os votos contra dos restantes deputados.