Editorial. Um Presidente sem cartazes

As eleições presidenciais surgem ainda num contexto deveras interessante em que as ideologias se cruzam e os extremos ganham protagonismo


Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Falta mês e meio para as presidenciais e já sabemos que teremos um candidato com forte probabilidade de ser presidente, sem usar cartazes. A declaração é, antes de mais, uma força de expressão. Marcelo, mais do que presidente, prepara-se para ficar na história ao corrigir a deriva do ainda Presidente Aníbal Cavaco Silva (que não contabilizou a intenção de voto de centenas de milhares de portugueses), unindo a sociedade lusa. É que ser “Presidente de todos os portugueses” não é fácil, perante tantas cabeças com ideias diferentes. Marcelo já fez saber que quer um Governo duradouro, o que significa que pode bem ser “o seguro de vida” de António Costa para um mandato de quatro anos. E pode ser que um “seguro” que apenas não fique “por detrás dos arbustos” e lance a mão que o agarrará ao promover o diálogo à esquerda e à direita. É disso que Costa precisa para se manter num mandato completo. O seu problema não é os partidos do centro direita, mas os partidos de esquerda, eles próprios capturados por interesses e que vão fazer valer o seu peso no parlamento para obrigarem a uma negociação permanente de tudo. Costa falou em putativo divórcio desde o princípio da caminhada que o levou ao poder mas, claro, não é esse o seu dever. O que quer é manter-se no poder e isso só poderá fazê-lo num ambiente de paz social. Os instrumentos de pressão política serão as greves, sobretudo aquelas que são mediáticas, as que incluem os transportes, serviços e funcionalismo público. O PS controla pouco as bases dos sindicatos, foi perdendo esse apoio a partir do momento em que se tornou o grande partido do arco da governação. Os partidos mais radicais tomaram o lugar para servirem interesses de classes profissionais e estão a exercer o mandato com sucesso.

As eleições presidenciais surgem ainda num contexto deveras interessante em que as ideologias se cruzam e os extremos ganham protagonismo. Não é comum serem os extremos a ganhar, mas o centro. Acontece que o mundo “está do avesso” e os sinais do radicalismo do Extremo Oriente têm respostas de extremos nas eleições americanas ou nas eleições francesas. Os eleitores do mundo ocidental sentem-se desprotegidos e abandonam as estratégias de inclusão para aceitarem as fronteiras e a segregação de pessoas, credos e raças. O planeta retrocede com a vitória de grupos extremistas. E, sublinho, que é neste contexto que um pequeno país que vale 1,2% do PIB da UE vai a eleições presidenciais. Ganhará o candidato que melhor souber prometer a inclusão da sociedade portuguesa.

PS: Atenção que os resultados dos candidatos às presidenciais darão um sinal daquilo que vale cada partido que está no poder.

Por Vítor Norinha/OJE

Recomendadas

Empresa espanhola de armamento recebeu carta semelhante à que explodiu na embaixada da Ucrânia

Uma empresa espanhola de armamento recebeu um envelope similar ao que foi enviado para a embaixada da Ucrânia em Madrid e que explodiu.

Atualização do IAS aumenta valor máximo do subsídio de desemprego em 93 euros

O valor máximo do subsídio de desemprego vai subir mais do que o previsto avançando 93 euros, para 1.201,08 euros, refletindo o aumento de 8,4% do Indexante de Apoios Sociais (IAS) em 2023.

Afinal, pensões mais baixas vão subir 4,83% em janeiro

Pensões até 961 euros vão ter aumento de 4,83%, pensões entre 961 euros e 2.883 euros vão subir 4,49% e pensões acima de 2.883 euros vão crescer 3,89%. Correção das atualização vai custar 110 milhões de euros, aos quais se somam os 1.155 milhões de euros já previstos.