EDP conclui venda de barragens no Douro. Vendas de ativos já renderam 2,7 mil milhões este ano

As seis centrais, com 1.700 megawatts de potência, foram compradas por um consórcio francês.

O grupo EDP anunciou hoje a conclusão da venda de seis barragens no rio Douro por 2,2 mil milhões de euros que contam com quase 1.700 megawatts de potência.

As centrais hidroelétricas foram compradas por um consórcio francês formado pela Engie (40%), Crédit Agricole Assurances (35%) e Mirova – Grupo Natixis (25%),

“A EDP concluiu a venda de uma empresa autónoma e em operação detentora de um portefólio de seis centrais hídricas em Portugal, incluindo os ativos e passivos, direitos e obrigações, relações jurídico-laborais, posições contratuais, protocolos e licenças associados”, anunciou esta quinta-feira a elétrica portuguesa.

As centrais são as de Miranda, Picote, Bemposta, Foz Tua, Baixo Sabor e Feiticeiro.

As vendas de ativos este ano da EDP já renderam um total de 2,7 mil milhões de euros este ano, juntando a venda das barragens no Douro à venda das centrais a gás e negócio em Espanha à francesa Total, negócio concluído no início de dezembro.

Os dois negócios juntos excedem “de forma clara o valor indicado” na atualização estratégica de 2019, no valor de dois mil milhões de euros.

“Nos últimos 12 anos, a EDP executou um plano de construção e repotenciação de centrais hídricas em Portugal, aumentando a sua capacidade instalada no país em 2,6 GW. Após esta transacção, a EDP manterá a sua posição de liderança em Portugal, com uma capacidade de geração hídrica instalada de 5,1 GW, mantendo capacidade significativa em termos de bombagem, e continuará a ser o segundo maior operador hídrico na Península Ibérica”, segundo o comunicado da elétrica.

A companhia diz que o “negócio foi concluído na sequência do cumprimento das aprovações societárias e regulatórias aplicáveis, sendo um pilar fundamental da atualização estratégica comunicada ao mercado em Março de 2019, em particular no sentido de reduzir o nível de endividamento e de exposição à volatilidade hídrica e preços de mercado, reforçando assim o perfil geral de baixo risco do negócio da EDP”.

“A EDP conclui assim um importante ciclo de reestruturação que envolveu não só os referidos desinvestimentos, mas também os investimentos nos ativos regulados da Viesgo e um aumento de capital, colocando assim a empresa numa posição privilegiada para poder continuar a criar valor para os seus acionistas e a atuar como líder na transição energética”, conclui a empresa liderada por Miguel Stilwell de Andrade.

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