EDP e EDPR lideram subida da Bolsa. Europa fecha em alta

A Bolsa de Lisboa fechou em alta acompanhando o comportamento das congéneres europeias. As ações da energia dominaram. A marcar o dia estão as notícias do Orçamento de Estado.

O PSI-20 fechou a subir 0,90% para 5.195,5 pontos. A liderar estiveram as ações da EDP e da EDP Renováveis, a subirem +1,31% e +1,19% respetivamente, para 3,799 euros e 10,180 euros. Destaque ainda para a Altri que avançou +1,21% para 5,860 euros. A Mota-Engil também fechou a subir +0,99% para 1,8450 euros. Na lista de subidas surge ainda a Galp com +0,58% para 14,70 euros.

O BCP ganhou +0,45% na sessão para 0,2030 euros.

No sentido oposto a Corticeira Amorim perdeu -1,76% para 11,180 euros e a Ramada caiu -1,34% para 5,880 euros.

No dia 19 de dezembro, a Corticeira irá pagar um dividendo extraordinário no valor de 0,085 euros, pelo que hoje será o último dia em que as ações negoceiam com direito a dividendo, explica o BPI no seu comentário de fecho.

“Os títulos mais sensíveis à conjuntura económica foram desde logo dos mais beneficiados. A Altri, a Mota-Engil e a Galp figuraram entre os melhores performers”, referiu o analista do BPI no comentário de fecho.

Tal como na Europa, o mercado nacional encerrou em alta, embora numa magnitude menor, num dia assinalado pela reação dos mercados financeiros ao acordo comercial entre os EUA e a China.

O EuroStoxx 50 ganhou 0,51% para 3.706,35 pontos. O FTSE 100 de Londres avançou 0,79% para 7.273,5 pontos; o Dax ganhou 0,57% para 13.221,64 pontos; o CAC 40 valorizou 0,40% para 5.884,3 pontos; o FTSE MIB foi o que mais subiu (+1,02% para 23.390,95 pontos); e o IBEX de Madrid avançou 0,81% para 9.468,5 pontos.

“O dia de hoje foi de rescaldo em relação ao acordo alcançados entre os EUA e a China na 6ª feira passada”, avança o analista do BPI que acrescenta que “os produtores de matérias-primas lideraram os ganhos, mas todos os setores encerraram em alta”.

Em termos de indicadores económicos, o índice de atividade económica PMI na Zona Euro situou-se nos 50,6 em dezembro, com o setor dos serviços a apresentar uma overperformance e a mais do que compensar os números desapontantes relativos ao setor industrial. Este índice relativo ao setor industrial atingiu os 45,9, aquém dos 47,3 estimados e dos 46,9 em novembro.

Por cá o tema do dia é o Orçamento de Estado para 2020. O Governo vai criar benefícios fiscais para incentivar exportações, está entre as novidades. Mas depende da autorização da Comissão Europeia.

O OE 2o2o mantém as regras cativações idênticas às deste ano, instrumento que tem desempenhado papel importante na concretização das metas do saldo orçamental.

No campo empresarial, a Electrolux caiu mais de 10%, depois da empresa ter emitido um profit warning, salienta o BPI. Também em Estocolmo, a H&M valorizou-se 1,04%, depois das vendas líquidas do grupo terem aumentado 11% em 2019.

Já em Londres, a Royal Mail registou ganhos (5,92%) reflexo da diminuição da incerteza após o resultado das eleições de 5ª feira passada, avança o mesmo analista.

O petróleo sobe 1,19% no mercado de Londres para 64,48 dólares o barril.

O euro cai 0,14% para 1,1114 dólares.

No mercado de dívida soberana a dívida alemã agrava 5,2 pontos base para -0,269%.

Também a dívida portuguesa sobe, 4,5 pontos base para 0,402% e Espanha vê os juros soberanos subirem 3,7 pontos base para 0,45%. Itália também não escapou e tem os juros em alta de 2,9 pontos base para uma yield de 1,233%.

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