EDP, Galp e Jerónimo Martins castigam Lisboa na última sessão do ano

A manter-se a tendência, a praça lisboeta pode encerrar 2016 com um balanço negativo, a rondar os 12%.

Stringer/Reuters

Neste último dia de bolsa de 2016, a praça lisboeta perde 0,16% para os 4.661,05 pontos, em linha com as pares europeias. Com oito títulos em queda, seis em terreno positivo e quatro inalterados, destaque para as perdas da EDP e Jerónimo Martins em torno dos 0,5% e da Galp, que cede 0,32%. Em sentido contrário, a EDP Renováveis sobe 0,40%, a REN, valoriza 0,33% e a Sonae Capital ganha 0,61%.

Este é um ano que fica marcado pela valorização dos activos de maior risco. Os índices accionistas nos EUA registaram valorizações expressivas (S&P subiu cerca de 10%, o Dow Jones 13.74% e o Nasdaq 7.08%), enquanto que na Europa o DAX ganhou 6.59%.

Já o PSI 20, a manter-se a tendência, pode encerrar 2016 com um balanço negativo, a rondar os 12%.
Para 2017, o Brexit, a situação política na Europa e a instabilidade no setor bancário, sobretudo em Itália, são desafios para os investidores.

No mercado energético, numa altura em que o Brent negoceia acima dos 57 dólares e o Crude transciona nos 54 dólares, a oferta continua superior à procura, embora a OPEP tenha conseguido um acordo de redução da produção na maioria dos países pertencentes à organização.

No mercado cambial, o euro ganha 0,46% para os 1,0521 dólares, numa altura em que a aposta sobre se a divisa europeia vai valer menos do que um dólar face à moeda-norte americana está em cima da mesa de bancos como o Barclays ou o Deutsche Bank.

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