EDP garante que não haverá despedimentos nas seis barragens vendidas

A companhia emprega 50 trabalhadores nestas seis barragens localizadas na bacia do Douro.

André Kosters/Lusa

A EDP garantiu hoje que não vão haver despedimentos entre os trabalhadores das seis barragens vendidas a um consórcio francês.

“Não está em causa nenhum tipo de despedimento”, disse hoje o administrador da empresa, Rui Teixeira.

Conforme explicou, a EDP vai criar uma “entidade autónoma” que vai incluir os “ativos, pessoas, sistemas”. Esta empresa vai depois transitar para as mãos do comprador quando a operação estiver concluída.

“Fique claro que não esta prevista obrigação das pessoas de ir para esta empresa”, afirmou Rui Teixeira. Estas seis centrais localizadas na bacia do Douro empregam 50 trabalhadores.

A EDP anunciou esta quinta-feira que acordou a venda de um portefólio de seis centrais hídricas em Portugal ao consórcio de investidores formado pela Engie (participação de 40%), Crédit Agricole Assurances (35%) e Mirova – Grupo Natixis (25%), numa transação de 2,2 mil milhões de euros.

As centrais hídricas em processo de alienação totalizam 1.689 MW de capacidade instalada e localizam-se na bacia hidrográfica do rio Douro, nomeadamente, três centrais de fio de água (Miranda, Bemposta e Picote) com 1,2 gigawatts (GW) de capacidade instalada e  três centrais de albufeira com bombagem (Foz Tua, Baixo Sabor e Feiticeiro) com 0,5 GW de capacidade instalada, informou a EDP, em comunicado divulgado no site da CMVM.

Estas seis centrais produziram 3,4 terawatts por hora em 2018, gerando um EBITDA de 154 milhões de euros, e um EBIT de 11 milhões.

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Numa apresentação divulgada no site da CMVM, a energética adiantou que o preço da venda das centrais, 2,21 mil milhões de euros, representa um múltiplo implícito de 14,4 vezes o EBITDA (resultado antes de juros, impostos depreciação e amortização). 

EDP vende seis centrais hídricas por 2,2 mil milhões a consórcio da Engie, Credit Agricole e Natixis

As centrais hídricas em processo de alienação totalizam 1.689 megawatts de capacidade instalada e localizam-se na bacia hidrográfica do rio Douro. A transação tem como objectivo “a optimização do portefólio, reduzindo a exposição à volatilidade hídrica e de preço de mercado”, referiu a energética.

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“Para isto contribui não só donde saímos, mas também onde entramos. E onde é que entramos? Foi no solar, foi na Colômbia, foi nos vários contratos que ganhamos na energia renovável no Estados Unidos em outubro de mais de 1.000 megawatts”, sublinhou o CEO da energética.
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