EDPs puxam pela Bolsa de Lisboa que acompanha Europa no verde

O PSI-20 foi impulsionado pelos títulos EDP e da EDP Renováveis, que concluiu uma rotação de ativos eólicos em Espanha. A atividade na Zona Euro surpreende e sustenta ganhos nas bolsas europeias. A exceção foi o IBEX que fechou em queda.

O PSI-20 fechou nos 4.796,08 pontos a subir +0,42%, em linha com a subida das principais praças europeias. A exceção foi a bolsa de Madrid que fechou em queda.

A EDP valorizou +1,87% para 4,84 euros e a EDP Renováveis voltou a destacar-se ao subir +1,75% para 19,78 euros.

Depois do mercado fechar a EDP comunicou que concluiu a compra da energética espanhola Viesgo, com a empresa portuguesa a investir um total de 900 milhões de euros. Em comunicado a empresa anuncia que com a Macquarie Super Core Infrastructure Fund concluíram a operação anunciada em julho para a aquisição de 100% dos ativos da Viesgo, que já tinha recebido a aprovação da Comissão Europeia e do Conselho de Ministros espanhol.

Ontem, a EDPR, detida em 82,6% pelas EDP, concluiu a venda da sua participação acionista total, num portfólio operacional de tecnologia eólica onshore com 242 MW de capacidade instalada em Espanha, ao Grupo Finerge, por cerca de 450 milhões de euros (equity value), no âmbito do plano de rotação de ativos previsto para o período 2019-22.

Foram estas ações que puxaram pela Bolsa de Lisboa.

A Sonae valorizou +1,89% para 0,7010 euros e destacou-se entre os seis títulos do índice que fecharam no verde.

Em queda o destaque vai para o BCP que perdeu 1,57% para 0,1250 euros. A Novabase recuou -1,49% para 3,300 euros; e a Semapa perdeu -1,24% para 9,59 euros.

Os bancos foram afectados pelo anúncio do BCE de que vai levantar a suspensão de pagamento de dividendos, sob condições.

A atividade na zona euro surpreendeu e sustentou os ganhos nas bolsas europeias. O EuroStoxx 50 subiu 0,61% para 3.543 pontos.

O FTSE 100 valorizou 0,88% para 6.570,9 pontos; o CAC avançou 0,31% para 5.547,7 pontos; o DAX subiu 1,52% para 13.566 pontos; o FTSE MIB ganhou 0,23% e o IBEX foi a exceção ao cair 0,16% para 8.139,5 pontos.

“Os principais índices de ações europeus fecharam em alta, com os ganhos suportados pela revelação preliminar de que a atividade na Zona Euro estará a registar um desempenho acima do esperado em dezembro, acelerando o ritmo de expansão na indústria e atenuando o de contração nos serviços.

O DAX disparou e foi dos mais animados, com a valorização do setor Automóvel a dar tração –  a Volkswagen (+3,51%), a Continental (+2,87%), a Daimler (+1,36%) e a BMW (+0,77%) a fecharem no verdee.

“Na Europa o setor da Banca não esboça grande reação à indicação de que o BCE suspendeu a proibição de distribuição de dividendos no setor, ainda que com a imposição de restrições. O avanço da pandemia é uma das preocupações dos investidores. A chanceler alemã, Angela Merkel, deu a entender que uma paralisação severa entrará em vigor na quarta-feira e permanecerá após janeiro, já que o número de mortes diárias no país aumentou para valores recorde”, diz o analista do Millennium BCP, Ramiro Loureiro.

“Já o Governo do Reino Unido mantém os planos para amenizar as regras de restrição da Covid durante o período festivo. No entanto, o mercado parece acreditar que os estímulos económicos serão capazes de compensar o efeito adverso dos lockdowns”, adianta o mesmo analista.

Nas empresas é de notar ainda o tombo das ações da Galapagos (-18,48%), após a revisão com a Gilead dos termos do acordo de comercialização de um medicamento.

Em termos macroeconómicos, o Instituto ifo reduziu sua previsão de crescimento económico na Alemanha para o próximo ano. Os economistas agora esperam que a economia alemã cresça 4,2%, em comparação com a previsão anterior de 5,1%. Em troca, aumentaram a previsão para 2022 de mais 1,7% para mais 2,5%.

Segundo o Eurostat no 3º trimestre de 2020, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 5,8% em Portugal, 1,6% na Zona Euro e 1,8% na UE27, em relação ao período homólogo.

Também segundo o Eurostat em outubro de 2020, a produção no sector da construção diminuiu 0,8% em Portugal, aumentou 0,5% na Zona Euro e aumentou 0,9% na UE27, face ao mês anterior.

O petróleo Brent sobe 0,30% para 50,91 dólares.

O euro valoriza 0,17% para 1,2172 dólares.

A dívida pública alemã agrava nos mercados secundários 4,4 pontos base para -0,57%.

A dívida portuguesa também sobe 5,08 pontos base para -0,01% e a espanhola a 10 anos agravou 4,1 pontos base para 0,02%. Itália tem os juros a subirem 1,73 pontos base para 0,54%.

 

 

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