Egon Zehnder conclui avaliação dos gestores do Novo Banco até ao fim de março

A avaliação pedida pelo fundo Lone Star poderá levar a alterações no conselho de administração executivo do Novo Banco que foi eleito em outubro para o quadriénio 2017-2020, pois a Ergon Zehnder também faz recrutamento de administradores executivos e de CEO.

Está previsto que a consultora internacional com sede em Zurich, Egon Zehnder, entregue até março a avaliação dos quadros dirigentes do Novo Banco, incluindo o conselho de administração executivo liderado por António Ramalho, soube o Jornal Económico.

A avaliação pedida pelo fundo Lone Star poderá levar a alterações no  conselho de administração executivo do Novo Banco, que foi eleito em outubro para o quadriénio 2017-2020, pois a Ergon Zehnder também faz recrutamento de administradores executivos e de CEO.

A consultora internacional que tem uma subsidiária em Lisboa é especialista em Executive Search, Leadership Strategy Services, Board Consulting, CEO Search, Digital Transformation, Executive Development e CEO Succession.

A notícia de que o fundo Lone Star contratou a consultora de recursos humanos Egon Zehnder para avaliar os administradores e a alta direção da instituição, foi dada pelo site “Eco”. No fim da avaliação, a Lone Star decidirá se mantém ou não a atual administração executiva.

O Jornal Económico questionou a Lone Star, que respondeu que “não comentava”.

Este estudo ocorre numa altura em que circulam alguns rumores de mercado de que em março a Lone Star poderá mudar o conselho de administração executivo do Novo Banco. No atual modelo de governo (dualista) o conselho  geral e de supervisão tem poderes para destituir  o conselho composto por António Ramalho, Vítor Fernandes, Jorge Cardoso, Isabel Ferreira, Luísa Soares da Silva, Rui Fontes e José Eduardo Bettencourt.

Já o “Eco” cita uma fonte para dizer que os responsáveis do Lone Star querem ter uma avaliação consistente e sólida das equipas, incluindo a gestão, antes de qualquer decisão e eventuais mudanças, que, a realizarem-se, serão concretizadas até outubro de 2018.

A alteração dos órgãos sociais do Novo Banco foi feita e comunicada em 18 de outubro deste ano. O Novo Banco passou a ter um conselho geral e de supervisão (que substitui o antigo conselho de administração) e o conselho de administração executivo.

O conselho geral e de supervisão é liderado pelo britânico James Byron Haynes e foi escolhido pelo Lone Star. Os restantes membros do órgão não executivo, mas que tem o poder de eleger a administração executiva, são Karl-Gerhard Eick (vice-presidente) e Donald Quintin, Kambiz Nourbakhsh, Mark Coker, John Herbert, Benjamin Dickgiessere e Robert Sherman, como vogais.

O fundo norte-americano, que tem 75% do Novo Banco e vai injectar este mês mais 250 milhões de euros, quer ter poder executivo na gestão do Novo Banco.

Tal como o Económico avançou, já está escolhido pelo Fundo de Resolução o comité que vai gerir os ativos improdutivos que ficam sob alçada do Mecanismo de Capitalização Contingente. Capitalização contingente essa que pode ir até ao limite de 3.890 milhões de euros. São eles o ROC José Rodrigues Jesus, José Bracinha Vieira e Miguel Athayde Marques.

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