Eleições podem prolongar instabilidade política na Grécia, avisa Fitch

A agência de notação financeira britânica Fitch vê “perigo de liquidez” e possibilidade de fuga de capitais na Grécia caso a “instabilidade política” se prolongue em virtude das eleições legislativas antecipadas. O relatório da agência Fitch sobre a Grécia, que foi publicado hoje, após a convocação das eleições legislativas que se vão realizar no dia […]

A agência de notação financeira britânica Fitch vê “perigo de liquidez” e possibilidade de fuga de capitais na Grécia caso a “instabilidade política” se prolongue em virtude das eleições legislativas antecipadas.

O relatório da agência Fitch sobre a Grécia, que foi publicado hoje, após a convocação das eleições legislativas que se vão realizar no dia 25 de janeiro, refere como principais fatores eventuais problemas de liquidez e o risco de fuga de capitais.

“Em primeiro lugar, o adiamento prolongado das negociações com a ‘troika’ em combinação com a falta de acesso aos mercados pode pressionar e causar problemas de tesouraria ao governo até ao verão, mesmo que o orçamento se mantenha sob controlo”, escreve a agência Fitch.

Em segundo lugar, acrescenta a Fitch, a economia grega pode ser submetida a uma “grande pressão” se os depositantes – em reação à situação política – decidirem retirar o capital do país.

Por outro lado, estes dois fatores, podem fazer com que o futuro governo grego seja forçado a chegar a um acordo no quadro das negociações com os credores.

A agência de notação financeira diz que “há margem para um compromisso entre a ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) e o futuro governo grego, mesmo se o próximo Executivo venha a ser liderado pelo Syriza, partido de esquerda, apesar de, nesse caso, as negociações puderem ser mais prolongadas.

“O líder do Syriza, Alexis Tsipras, mostrou posições moderadas desde 2012 e já se comprometeu a manter um superavit primário e cumprir as obrigações da Grécia em relação ao Fundo Monetário Internacional e os outros credores privados”, escreve a agência.

Mesmo, assim, a Fitch considera que com um governo liderado pelo Syriza o “mais provável” é a paragem do programa de privatizações, o aumento de salários no setor público e a eliminação do imposto de propriedade, fatores que podem “generalizar riscos” em relação à situação fiscal.

O Syriza é o partido que se encontra à frente em todas as sondagens, com uma vantagem que oscila entre os 03 e os 07 pontos percentuais sobre os conservadores da Nova Democracia do atual primeiro ministro, Andonis Samaras.

OJE/Lusa

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