Eletricidade sobe 1,2% para as famílias já em 2017

Tarifas de eletricidade no mercado regulado vão subir 1,2% para os consumidores domésticos a partir de 1 de janeiro, o que representa um aumento de 57 cêntimos numa fatura média mensal de 47 euros.

As tarifas transitórias para os consumidores que ainda não migraram para o mercado liberalizado, que vigoram durante todo o ano de 2017, têm a variação mais baixa desde 2006, ano em que o aumento foi igualmente de 1,2%.

O aumento das tarifas da eletricidade, divulgado hoje pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), resulta do impacto do serviço da dívida com custos “a um nível historicamente alto”, apesar da descida da taxa de juro, do diferencial de custo com a produção em regime especial – a produção hídrica e eólica foi superior ao esperado – e de rendas de concessão dos municípios nas Regiões Autónomas.

Ainda assim, os preços de futuros da energia elétrica – decorrentes da descida do preço do petróleo – inferiores aos do ano anterior e as medidas adotadas pelo Governo permitiram atenuar o aumento das tarifas em 2017.

Entre as medidas legislativas consideradas na fixação das tarifas para 2017, estão cerca de 70 milhões de euros (dos 140 milhões de euros) que serão pagos pelos produtores de eletricidade em regime especial, que beneficiaram de duplos apoios, os 50 milhões de euros da contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE), à semelhança do que já aconteceu nas tarifas para 2016, e ainda as receitas decorrentes dos leilões de licenças de emissão de gases com efeito de estufa.

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