Elisa Ferreira sublinha a “responsabilidade” que será aplicação de fundos europeus

Falando no Congresso da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, a comissária portuguesa reforçou o impacto que poderão ter os fundos de Bruxelas na economia portuguesa e a importância destes profissionais na sua supervisão.

EPA/OLIVIER HOSLET

A comissária europeia Elisa Ferreira defendeu este sábado a responsabilidade que constitui a aplicação dos fundos comunitários, tanto aos decisores políticos, como aos supervisores destes projetos, argumentando que os euros vindos de Bruxelas devem ser vistos como uma oportunidade única para a transformação económica do país.

Elisa Ferreira falava no Congresso da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC), que tem a sua 14ª edição este fim-de-semana, onde sublinhou o impacto que podem ter os fundos comunitários.

“Trata-se de um enorme volume de recursos que representa uma oportunidade absolutamente única para o país. Diria que sobretudo representa uma enorme responsabilidade por parte dos decisores políticos quanto à boa afetação destes recursos”, afirmou a comissária portuguesa. Para esta, é uma “enorme responsabilidade para aqueles a quem cabe assegurar os mecanismos de governação e controlo destes enormes recursos”, continuou.

Os revisores oficiais de contas (ROC) terão um papel fundamental no processo, dada supervisão que terão de fazer. Para Elisa Ferreira, “assegurar essa boa utilização dos fundos disponíveis é uma forma de contribuir para a robustez – agora diz-se a resiliência – e a competitividade da economia portuguesa e da europeia”, o que também sublinha a importância do encontro realizado este fim-de-semana.

“A Europa precisa de vocês para assegurar que os fundos postos à disposição de entidades quer públicas, quer privadas, são utilizadas por aqueles a quem se destina, da forma a que se destinam, com subjetivos a que se destinam”, rematou.

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