Elizabeth Holmes, líder da Theranos, condenada a 11 anos de prisão

A Theranos prometia revolucionar os cuidados de saúde com testes que requeriam apenas algumas gotas de sangue e, em janeiro, Holmes já tinha sido condenada por quatro crimes de fraude. Em março, o caso foi capa do suplemento do JE, Et Cetera, alusiva a um artigo de João Santos Costa.

Elizabeth Holmes, fundadora da Theranos, foi condenada pela justiça norte-americana a 11 anos de prisão numa fraude milionária que abalou Silicon Valley.

A mulher de 38 anos, que chegou a ser apelidada de “nova Steve Jobs”, enganou investidores com um sistema inovador de análises ao sangue, que afinal não existia.

Elizabeth Holmes atraiu milhões de dólares em investimentos para a sua startup Theranos, alegando ter desenvolvido um método inovador que permitia, apenas uma picada, realizar inúmeras análises, apurando diagnósticos e eliminando vários exames, tudo em minutos.

A arguida, que deverá recorrer da sentença, chorou em tribunal e pediu desculpa pela “dor profunda” que provocou aos lesados pelo esquema.

A sentença de 11 anos de prisão foi revelada por um tribunal da Califórnia.

Elizabeth Holmes chegou a ser considerada a bilionária mais jovem do mundo. A Theranos chegou a valor cerca de nove mil milhões de dólares.

Fundou a Theranos depois de ter deixado a universidade, aos 19 anos, e conseguiu atrair as atenções quando anunciou ter desenvolvido uma tecnologia que iria revolucionar as análises sanguíneas e o diagnóstico de doenças.

Conseguiu atrair muitos milhões em investimentos para a sua startup e tudo corria bem, até que foi descoberto que, afinal, a tecnologia de Elizabeth Holmes não funcionava. A empresa acabou por encerrar em 2018, após o escândalo ter rebentado.

Leia o artigo de João Santos Costa que explica os meandros de todo este caso, e que foi capa do nosso suplemento Et Cetera, Aqui

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