Em defesa do setor de segurança privada

Desde há 16 anos que vivo intensamente o setor da segurança privada, primeiro na ótica do líder e mais recentemente como empresário e gestor de uma jovem empresa de segurança privada a Arko Security.


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Desde há 16 anos que vivo intensamente o setor da segurança privada, primeiro na ótica do líder e mais recentemente como empresário e gestor de uma jovem empresa de segurança privada a Arko Security.
Durante vários anos participei em inúmeras discussões, sem fim, no âmbitos da Associação do setor, mas confesso que por razões concretas sempre foi difícil encontrar consenso no diagnóstico e principalmente nas soluções.

O setor da segurança privada em Portugal não está atrás do melhor que se faz em muitos outros países da Europa, designadamente em Espanha. Foi em Portugal que se iniciaram a nível Ibérico, com muito êxito, as operações de segurança aeroportuária com empresas privadas, assim como a segurança privada nos grandes eventos desportivos com o Euro 2004.

A tecnologia, a gestão, a experiência, a formação e os meios disponíveis fazem de muitas empresas exemplos de bem fazer e de inovação em Portugal, no setor da segurança privada.

Temos assistido, infelizmente, aquilo que não posso deixar de chamar, o dar tiros nos pés e fazer uma incorreta e injusta análise do setor em Portugal. Recentes estudos apresentados por uma Associação do setor, não colocam, uma vez mais o foco nas questões concretas e contribuem, pela forma, para a má imagem do setor.

Não é isso que se pretende, de maneira nenhuma.

É verdade, que existem muitas más práticas, muitas empresas que geralmente não são cumpridoras e beneficiam da cumplicidade da comodidade do preço baixo, mas também é verdade que muitas empresas cumprem e tem a permanente preocupação de fazer bem, a Arko Security é decerto uma destas boas práticas, mas estamos acompanhados de mais empresas que como nós são exemplo de bem-fazer e de responsabilidade cidadã e social.

Mas o que impede realmente que o setor se dignifique, os erros sejam identificados, e as tutelas possam assertivamente atuar, regulando as práticas e fazendo cumprir a lei com resultados concretos?
– Unidade, o setor tem que estar unido, unido nas prioridades, nos meios e na forma, e não está.
– Exemplaridade, existem muitos telhados de vidros, e muitas empresas e dirigentes que não estão isentos de más práticas e de darem maus exemplos, que claramente lhes retiram autoridade para poderem ser assertivos e interlocutores afirmativos.
– Mais do que generalizar e denegrir o setor é importante denunciar casos, empresas, concursos, práticas concretas e principalmente estabelecer relações de trabalho com as tutelas, mas de forma exemplar e organizada. Estabelecer objetivos comuns.
– Realizar um trabalho de fundo, bem construído e explicado, que possa contribuir para uma legislação ainda mais atenta e para uma inspeção mais preparada e direcionada.
– Uma tutela conhecedora do setor, com vontade de dar contributos corajosos e um poder político determinado e com coragem. Sem complexos em identificar pontos de encontro e de trabalho com o setor.

Em Portugal há várias empresas de segurança privada que nada devem às suas congéneres estrangeiras, mas há outras empresas, infelizmente várias, que estão ao nível das piores práticas e por incrível que pareça resistem e resistem, impunemente e perante a passividade de todos.

Não temos dúvidas que uma Associação única do setor, com os Sindicatos e Associações e em estreita ligação e trabalho com as tutelas em 1/2 anos é perfeitamente possível ter um setor ainda mais forte, digno, cumpridor e capaz de assumir novas missões no âmbito da segurança em Portugal.
Vamos então trabalhar pelo setor da segurança privada, em equipa, com estratégia e depressa, pois o tempo começa a ser escasso, e o que fizemos até agora não está a dar os resultados minimamente esperados.

A todos os mais de 40 mil portugueses que trabalham no setor da segurança privada em Portugal os meus votos de Excelentes Festas.

Jorge Leitão
Fundador e Presidente da Arko Security

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