Em seis meses, cabaz de bens alimentares essenciais passou de 185 para 206 euros, alerta Deco Proteste

Desde que a guerra na Ucrânia começou, o cabaz de bens alimentares essenciais aumentou 21 euros. A pescada fresca e os brócolos sofreram o maior aumento de preço entre 1 de março e 31 de agosto, de 67% e 47%, respetivamente. Também na maioria dos alimentos de primeira necessidade encareceram: em 63 produtos, 55 aumentaram de preço. É o caso do óleo alimentar, batata vermelha, frango inteiro, bife de peru e das costeletas de porco.

Desde que a guerra na Ucrânia começou, o preço de um cabaz de bens alimentares já aumentou 21 euros. O alerta é da Deco Proteste que revela que para abastecer a despensa de alimentos essenciais, os consumidores podem agora ter de gastar 206 euros. Pescada fresca e os brócolos registam os maiores aumentos de preços. O óleo alimentar, a batata vermelha, o frango inteiro, o bife de peru e as costeletas de porco são alguns dos outros produtos que estão mais caros.

A organização de defesa do consumidor alerta que 55 em 63 produtos que compõem um cabaz essencial de supermercado aumentaram de preço. A análise, com início a 1 de março deste ano salienta a escalada do valor da pescada fresca e dos brócolos, que atingiu 67% e 47% respetivamente, “e comprova o peso acentuado da fatura de supermercado”.

“No balanço seis meses sobre o preço do cabaz essencial, a Deco Proteste conclui que, em termos globais, o cabaz essencial aumentou de 185,17 euros a 1 de março de 2022 para 206,39 euros a 31 de agosto de 2022 – uma diferença de mais de 21 euros que aflige já a carteira dos consumidores”, avança nesta segunda-feira, 3 de outubro, a Deco Proteste.

Segundo Ana Guerreiro, porta-voz desta organização, “ao longo destes seis meses de avaliação, o preço do cabaz essencial tem aumentado em quase todas as semanas, sendo que em alguns produtos são notadas subidas de dois dígitos de uma semana para a outra.” Ana Guerreiro reforça que “este é um momento de difícil gestão para o orçamento familiar dos portugueses e prevê-se um agravamento da situação nos tempos próximos”.

Além da pescada fresca e dos brócolos, a Deco Protesto conclui ainda que “o aumento do custo nos supermercados online é notório” em muitos outros casos como a couve-coração e o óleo alimentar (ambos com 36% de subida), a batata vermelha (mais 33%), o frango inteiro (mais 30%), o bife de peru (mais 25%), os cereais de mel (mais 23%), as costeletas de porco (mais 20%) e as bifanas de porco (mais 18 por cento).

De acordo com esta entidade, só oito produtos mantiveram o preço ou até desceram a 31 de agosto, face ao registado a 1 de março de 2022, como é o caso do sal grosso e dos cereais de fibra. “O sal manteve-se estável naquele período, enquanto os cereais oscilaram. Em contracorrente, alguns produtos baixaram de preço. A curgete é o exemplo mais expressivo, registando a maior descida (23 por cento). Passou de 2,21 para 1,71 euros por quilo. Na curta lista, seguem-se as ervilhas congeladas (-7%), a perca (-4%), o iogurte líquido (-2%) e o pão de forma (-1%)”, conclui a Deco Proteste.

A Deco Proteste recorda que o cabaz essencial, composto por 63 alimentos, incluindo produtos de mercearia, laticínios, carne, peixe, fruta, legumes e congelados, tem sido analisado todas as quartas-feiras, com base nos preços recolhidos no dia anterior. O custo do cabaz é obtido através do cálculo do preço médio por produto em todos os supermercados online, presentes no simulador da organização.

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