Ementa para um jantar de Natal 100% português

Este ano a ementa é tipicamente portuguesa, desde o tradicional bacalhau e vinho até à broa que o acompanha.

O Natal quer-se bem celebrado e, isso quer dizer passado em família e de estômago cheio. Se este ano as celebrações vão ser passadas em sua casa, prepare-se para cozinhar um banquete natalício com tudo a que tem direito, quer seja para o tio que tem uma fome insaciável, quer seja para a prima que começou uma nova dieta. E porque o que é bom é português, o JE sugere-lhe uma ementa para a noite de Consoada com os melhores produtos nacionais, desde o bacalhau e castanhas, ao vinho branco e espumante.

São seis da tarde e já chegaram os convidados de estômago vazio. Para entradas, e para abrir o apetite entre os amigos e família, comece por uma receita de camarões fritos com cerveja. Esta entrada é tão simples como saborosa, e pode usar esta cerveja portuguesa para ajudar na confeição do prato.

A Praxis de Coimbra oferece um leque de sabores variados, em que o principal segredo da cerveja é a água de Coimbra. Assim que fritar os camarões em alho, malagueta, noz de manteiga e uma folha de louro, adicione 0,5l de cerveja Praxis Pilsener, que se distingue pelo aroma suave a lúpulo. Depois de deixar refogar, leve ao forno até ficar douradinho e está pronto a servir. Para acompanhar a entrada, sirva um copo de vinho branco Casal Garcia – produzido em Portugal com um sabor suave e fresco e um aroma delicado e frutado ou, em alternativa, um bom espumante português, como o Flutt 2015.

Servidas as entradas, já se pode sentar à mesa. Enquanto o avô conta pela enésima vez as histórias de quando era novo, sirva um clássico caldo verde com couve portuguesa e rodelas de chouriço grosso de Estremoz e Borba, para começar a refeição. Passe pela mesa um cesto de broa portuguesa fatiada, e enquanto a sopa arrefece, estimule as papilas gustativas com uma tábua de queijos lusitanos, desde o Serra da Estrela ao queijo de cabra da Serra da Malcata ou de Azeitão.

Terminada a sopa, passe para o prato principal. Entre mil e uma sugestões, e num vasto universo ainda por explorar, conseguimos selecionar uma que junta o útil ao agradável: o bacalhau com castanhas assadas.

O bacalhau seco e salgado não é nenhum estranho na mesa da Consoada. Ao passo que a castanha portuguesa é um fruto seco muito procurado no fim do ano, principalmente para as ceias de Natal e Ano Novo, inclusive porque o seu período de comercialização é de outubro a janeiro. Esta iguaria é uma ótima escolha como prato principal, para além de ser saboroso, o seu custo, tempo de preparação e nível de dificuldade são médios – até pode pedir aos filhos ou sobrinhos para darem uma mão na cozinha.

Se quiser uma alternativa, opte por um pernil assado temperado com de Flor de Sal Marisol e ervas aromáticas. Utilize o azeite português extra virgem h’OUR para confecionar, pois é ideal para acompanhar saladas, mas também carnes grelhadas e assadas, dado ser um azeite picante e amargo.

Para acompanhar, escolha um vinho Dão tinto, adequado para refeições com carne, e para os miúdos sirva uma limonada fresca.

Se tiver um primo vegetariano, assegure-lhe que o seu estilo de vida não ficou de fora da ementa: à boleia do bacalhau, mas como substituição desta proteína, experimente um alho francês à brás. A receita é exactamente a mesma, à exceção do bacalhau.

Se os filhos, primos e sobrinhos não forem fãs destas três alternativas, não exclua o polvo do jantar de Consoada. Se tiver tempo (e paciência), dedique um pouco mais de tempo ao empratamento.

Corte os tentáculos do polvo, rodelas de cebola, alho e salsa aos pedacinhos e coloque ao redor da travessa batatas a murro. Regue com bastante azeite e leve ao forno.

Para sobremesa, tanto pode optar por um tradicional tronco de Natal da pastelaria do bairro que os miúdos tanto gostam, como, se lhe apetecer fazer algo mais caseiro, eleger um dos incontornáveis de Natal, as rabanadas ou fatias douradas.

Depois das doze badaladas é altura de abrir as prendas. Enquanto os mais novos comparam os brinquedos que receberam, não negue aos que ainda tiverem apetite uma generosa fatia do rei da mesa, o bolo-rei.

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