Emissões de títulos de dívida superaram as amortizações em 5,1 mil milhões, diz BdP

Em setembro, “as ações cotadas emitidas por empresas não financeiras e os títulos de dívida emitidos por administrações públicas desvalorizaram-se em 5,7 mil milhões e em 5,6 mil milhões de euros, respetivamente”, revela também o Banco de Portugal.

O Banco de Portugal emitiu uma nota de informação estatística de setembro de 2022 sobre as emissões de títulos.

Em setembro, as emissões de títulos foram superiores às amortizações em 4,7 mil milhões de euros. As emissões de títulos de dívida superaram as amortizações em 5,1 mil milhões de euros e, em sentido inverso, as amortizações de ações superaram as emissões em 0,3 mil milhões de euros.

Na mesma nota é referido que o sector das empresas (não financeiras) foi o que mais contribuiu para este resultado, com as emissões de títulos a excederem as amortizações em 1,9 mil milhões de euros, seguido das administrações públicas e do sector financeiro, com 1,6 e 1,2 mil milhões de euros, respetivamente.

Destaque ainda para o facto de, no mês de setembro, as ações cotadas de empresas não financeiras se terem desvalorizado em 5,7 mil milhões de euros.

“Para este resultado contribuíram essencialmente as desvalorizações ocorridas em setembro. Nesse mês, as ações cotadas emitidas por empresas não financeiras e os títulos de dívida emitidos por administrações públicas desvalorizaram-se em 5,7 mil milhões e em 5,6 mil milhões de euros, respetivamente”, revela o Banco de Portugal.

No final de setembro de 2022, o valor total de títulos emitidos por entidades residentes era de 467 mil milhões de euros, menos 7,5 mil milhões de euros do que no final do mês anterior.

Em termos de amortizações calendarizadas de títulos de dívida, verifica-se que em setembro, 13,2% do montante dos títulos de dívida vivos tinha amortização calendarizada para os 12 meses seguintes.

“No final de setembro, estavam previstas, para os 12 meses seguintes, amortizações de 37,9 mil milhões de euros, o que corresponde a 13,2% dos 287 mil milhões de euros de títulos de dívida vivos naquela data”, lê-se na nota.

O mês de outubro de 2022 concentrava uma parcela significativa dessas amortizações, cerca de 8,7 mil milhões de euros nas administrações públicas; 4,6 mil milhões de euros nas empresas não financeiras; e 1,5 mil milhões de euros no sector financeiro.

No caso das empresas não financeiras, as amortizações previstas correspondiam, em larga medida, a papel comercial, um instrumento de financiamento de curto prazo muito utilizado pelas empresas portuguesas e que é habitualmente objeto de renovação, isto é, de amortização acompanhada de nova emissão, igualmente de curto prazo. “É, por isso, previsível que se registe sistematicamente um valor elevado de amortizações calendarizadas para os 30 dias após o fim do mês”, refere a nota do banco central.

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