Emissões de títulos ultrapassam amortizações em 1,6 mil milhões de euros em outubro

O saldo total dos títulos emitidos pelas administrações públicas caiu 2.800 milhões de euros, devido, sobretudo, à desvalorização dos títulos de dívida pública.

As emissões de títulos ultrapassaram, em outubro, as amortizações em 1.600 milhões de euros, 1.100 milhões de euros dos quais referentes a títulos de dívida, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

“No mês de outubro, as emissões de títulos excederam as amortizações em 1,6 mil milhões de euros, dos quais 1,1 mil milhões foram referentes a títulos de dívida e os restantes 0,5 mil milhões a ações”, lê-se numa nota de informação estatística do supervisor financeiro.

As emissões de títulos ultrapassaram as amortizações em 1.100 milhões de euros tanto no caso das sociedades financeiras, quer no que se refere às não financeiras.

Por outro lado, as amortizações das administrações públicas ultrapassaram as novas emissões em 500 milhões de euros.

Segundo o mesmo documento, no total, os títulos emitidos por entidades residentes cresceram 3.400 milhões de euros, atingindo, no final de outubro, 489.600 milhões de euros, valor impulsionado pelas sociedades não financeiras (5.200 milhões de euros), seguidas pelas financeiras, com uma subida de 1.000 milhões de euros.

O saldo total dos títulos emitidos pelas administrações públicas caiu 2.800 milhões de euros, devido, sobretudo, à desvalorização dos títulos de dívida pública.

O BdP revelou ainda que, dos 309.500 milhões de euros de títulos de dívida vivos em outubro, “estavam previstas, nos 12 meses seguintes, amortizações de 14,2% (43.900 milhões de euros)”.

Destacam-se as administrações públicas, com 9.400 milhões de euros em amortizações calendarizadas para outubro de 2022 e as sociedades não financeiras, com amortizações de 4.800 milhões de euros em novembro de 2021.

“Este último valor corresponde, em larga medida, a papel comercial, um instrumento de financiamento de curto prazo muito utilizado pelas empresas portuguesas e que é habitualmente objeto de renovação, isto é, de uma amortização acompanhada de uma nova emissão, igualmente de curto prazo. É, por isso, previsível que se registe sistematicamente um valor elevado de amortizações calendarizadas para os 30 dias após o fim do mês”, explicou.

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