Emprego nos EUA continua a dar sinais positivos com mais 315 mil postos em agosto

Apesar do cenário mais negativo noutros indicadores e segmentos da economia, o mercado laboral nos EUA continua a dar sinais de força, superando o emprego pré-pandémico. A taxa de desemprego até subiu, mas refletindo sobretudo um aumento na taxa de participação no mercado de trabalho.

3. Estados Unidos da América – 76.64

O mercado laboral norte-americano continua a dar sinais de vitalidade, tendo acrescentado mais 315 mil postos de trabalho em agosto, de acordo com os dados conhecidos esta sexta-feira. Ainda assim, a taxa de desemprego subiu 0,2 pontos percentuais (p.p.) para os 3,7%, embora tal seja sobretudo um reflexo do aumento da taxa de participação.

A taxa de desemprego em agosto foi a mais elevada desde fevereiro, ao passo que a taxa de participação tocou máximos de cinco meses ao chegar a 62,4%. Já a criação de emprego ficou abaixo dos 526 mil do mês anterior, mas em linha com as expectativas do mercado e analistas.

Adicionalmente, este resultado significa que o número de empregados na economia norte-americana superou o registado em fevereiro de 2020, aquando da chegada do coronavírus.

Desta feita, os ganhos no emprego nos EUA foram mais alargados, depois de vários meses com uma preponderância do segmento do turismo e lazer. Em agosto, o sector de serviços pessoais e de gestão verificaram um aumento de 68 mil postos de trabalho, seguido pela saúde, com 48 mil, e o retalho, com 44 mil.

Na vertente salarial, o crescimento das remunerações voltou a manter-se inalterado pelo terceiro mês consecutivo, mantendo-se nos 5,2% de aumento em relação a igual período do ano passado.

Agosto costuma ser um dos meses com menor procura por trabalho, mas também com as leituras mais voláteis. Nos últimos dez anos, lembra a CNBC, a revisão média dos números do emprego em agosto tem sido de 83 mil em alta.

A Reserva Federal tem-se dito atenta aos sinais dados pelo mercado laboral, onde nota uma rigidez histórica incompatível, na visão de Jerome Powell, com uma recessão na economia real. Com alguma fraqueza noutros indicadores da economia, os números positivos vindos da vertente laboral podem dar mais força a uma subida de 75 pontos base na próxima reunião de política monetária dos EUA, a realizar na próxima semana.

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