Empresa alemã indica que preço da energia vai mais que duplicar a partir de outubro

Já na semana passada, o ministro alemão da Economia, Robert Habeck, tinha admitido que, nesta matéria, uma família de quatro pessoas poderia enfrentar custos adicionais de até 1.000 euros por ano em energia.

7 – Alemanha

A concessionária alemã Rheinenergie, fornecedora de energia da cidade de Colónia, disse que os preços para alguns clientes vão mais que duplicar a partir de 1 de outubro, devido a um aumento de 450% nos custos de aquisição de gás.

A Rheinenergie disse que vai subir os preços do gás natural para 18,30 euros por quilowatt-hora (Kwh) de 7,87 euros. “Num apartamento em Colónia com 10 mil Kwh de consumo anual, o custo aumenta para cerca de 2.002 euros”, explicou a empresa. Os preços de aquecimento distrital também vão aumentar para cerca de 705 euros em 2022 para um apartamento médio em Colónia.

A empresa vai informar todos os clientes com gás natural sobre o aumento de preços e o pré-pagamento mensal será ajustado para evitar altas contas anuais, e pede atenção aos inquilinos que pagam custos de energia com aluguer.

Na semana passada, o ministro alemão da Economia, Robert Habeck, admitiu que, nesta matéria, uma família de quatro pessoas poderia enfrentar custos adicionais de até mil euros por ano.

“É verdade que os preços do gás e da energia subiram significativamente desde o início da guerra russa e que os preços de compra das empresas também estão a aumentar como resultado”, referiu um porta-voz do ministério.

Em Portugal, o presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, admitiu ao “Jornal de Negócios”, um aumento de 40% na fatura da eletricidade. “Em particular, a partir do final de agosto, mas já nas faturas do consumo elétrico de julho, as pessoas vão ter uma desagradável surpresa. (…) Estamos a falar de qualquer coisa na ordem dos 40 ou mais por cento relativamente àquilo que as pessoas pagavam”, explicou.

O empresário defende que alguns consumidores domésticos vão começar a pagar o “travão do gás”.

Por sua vez, o Governo português manifestou-se contra o que disse o presidente da Endesa. Em declarações à “Lusa”, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática rejeitou estas “declarações alarmistas do presidente da Endesa e não vê qualquer justificação no aumento de preços que foi comunicado”.

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