Empresários portugueses mais confiantes e em busca da evolução digital

AESE Business School, em parceria com a Accenture, divulgou o estudo “A Gestão Empresarial e a Economia Digital: Opinião dos altos dirigentes das principais empresas portuguesas”

A AESE Business School, em parceria com a Accenture, divulgou o estudo “A Gestão Empresarial e a Economia Digital: Opinião dos altos dirigentes das principais empresas portuguesas”, uma análise à perspetiva dos decisores nacionais quanto à competitividade das suas empresas nos mercados nacionais e internacionais, e quanto à forma de abordar a economia digital, tendo por base entrevistas realizadas a 284 executivos de topo.

Estratégia competitiva

A perceção da melhoria relativamente à competitividade das empresas portuguesas no mercado interno aumentou 9 pontos percentuais, de 41% em 2013 para 50% em 2015. A redistribuição dos recursos produtivos nacionais para os setores relacionados com bens transacionáveis indicava um fortalecimento da capacidade competitiva das empresas nacionais, facto que se veio a confirmar. Comparando com edições anteriores do estudo, a perceção da competitividade das empresas portuguesas começou a melhorar a partir de 2011, reforçando-se agora em 2015. No mesmo sentido, a perceção de perda de competitividade decresceu de 24% em 2013 para 18% no presente ano.
Nos mercados internacionais, o otimismo é ainda mais significativo: cerca de 62% dos executivos consultados consideram que as empresas portuguesas ganharam em competitividade, contra apenas 9% que dizem ter perdido e 30% que acham que nada se alterou entre 2013 e 2015.

Aposta em novas tecnologias

Quanto ao que consideram ser as principais tendências que irão afetar os negócios portugueses nos próximos dois anos, os executivos inquiridos identificam as tendências que serão “importantes” ou mesmo “revolucionárias” nos próximos dois anos. As principais tendências têm um fator inerente em comum – tecnologia. Nesta área, 69% esperam uma intensificação da aposta na tecnologia e o aparecimento de modelos de negócio inovadores baseados em tecnologia. Adicionalmente,64% esperam upgrades em sistemas de informação no mercado. A alteração dos hábitos de compra dos clientes (57%) e a existência de guerras de preços (63% vs 31% em 2013) são outras das tendências identificadas. Do ponto de vista das práticas de gestão, 57% das empresas esperam uma maior profissionalização das práticas de gestão comercial e de marketing, e a redução de custos de produção em Portugal em
termos relativos. Por fim, metade dos inquiridos espera uma redução no número de concorrentes nos respetivos setores industriais.

Revolução digital

Mais de 50% dos empresários e executivos inquiridos dizem seguir de forma sistemática ou atentamente a evolução do mundo digital em todas as dimensões analisadas: “Comportamento do consumidor”, “Canais de distribuição”, “Dispositivos” e “Acompanhamento do mundo digital e aprendizagem organizacional”.
É notório que o interesse na evolução dos dispositivos de hardware (70% dizem acompanhar muito atentamente tal evolução) parece permitir considerar as empresas portuguesas como “early adopters” de tecnologia, aderindo vivamente a novos gadgets tecnológicos.
Curiosamente, a temática dos canais de distribuição parece ser a menos acompanhada pelos executivos portugueses consultados, o que poderá significar alguma falta de maturidade, sobretudo ao nível da componente de negócio digital. O aproveitamento de novos canais de distribuição requer o conhecimento e domínio de plataformas digitais mais sofisticadas do que os canais tradicionais, obrigando a um processo de adaptação por parte das empresas. Apesar disso, verifica-se que são cada vez em maior número as grandes empresas que começam a implementar e a desenvolver os seus departamentos de marketing digital.

OJE

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