Empresas apontam estabilização da atividade na construção no segundo trimestre

De acordo com o ‘Inquérito à situação do setor’ relativo ao segundo trimestre de 2022, divulgado hoje pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), “26% das empresas apontam para um incremento da atividade, valor que é praticamente igual ao registado no trimestre anterior (27%)”.

A atividade na construção tendeu para a estabilização no segundo trimestre, com 62% das empresas a indicarem que os níveis de atividade se mantiveram estáveis, mais cinco pontos percentuais que os 57% do trimestre anterior, informou hoje a AICCOPN.

De acordo com o ‘Inquérito à situação do setor’ relativo ao segundo trimestre de 2022, divulgado hoje pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), “26% das empresas apontam para um incremento da atividade, valor que é praticamente igual ao registado no trimestre anterior (27%)”.

Já o peso das empresas que assinalam um decréscimo da atividade recuou para os 12%, menos quatro pontos percentuais que os 16% apurados no primeiro trimestre.

Quanto aos constrangimentos à atividade, no segmento das obras públicas destacam-se o aumento dos preços das matérias-primas, energia e dos materiais de construção, que foi assinalado por 71% das empresas, e a falta de mão-de-obra especializada, que foi indicada por 66% das empresas, em ambos os casos apenas um ponto percentual abaixo do apurado no primeiro trimestre.

Já a escassez das matérias-primas/materiais de construção foi apontada por 40% das empresas e o problema dos preços-base demasiado baixos dos concursos públicos foi indicado por 28%.

No segmento das obras privadas, o principal constrangimento à atividade apontado foi o aumento dos preços das matérias-primas, energia e dos materiais de construção, assinalado por 82% das empresas (86% no trimestre anterior).

Por sua vez, a falta de mão de obra especializada foi referida por 79% das empresas (78% no primeiro trimestre), enquanto a escassez das matérias-primas e dos materiais de construção “continuou a ser o terceiro problema mais identificado, mas reduziu significativamente o seu peso para os 44%, menos 15 pontos percentuais que o verificado no trimestre anterior”.

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