Reis Campos: “Empresas atribuem importância elevada às pós-graduações”

As empresas valorizam as pós-graduações e estão abertas a apoiar os colaboradores nesse sentido, diz Reis Campos.

O porta-voz do Conselho Nacional das Confederações Patronais (CNCP), Manuel Reis Campos, garante que os empregadores portugueses atribuem uma “elevada importância” às pós-graduações e adianta que, regra geral, estão disponíveis para apoiar os colaboradores que escolham seguir esse caminho. O responsável conta também que a formação feita à medida, no seio das empresas, é uma “realidade crescente”.

Que importância atribuem hoje as empresas às pós-graduações na área de gestão?
As empresas atribuem uma elevada importância às pós-graduações, porque, em regra, são programas com um elevado grau de especialização e uma orientação para o desenvolvimento de competências de gestão alinhadas com as suas necessidades. Contextos económicos como o que estamos a viver, marcados por uma profunda incerteza e pela necessidade de reposicionamento competitivo das empresas, perante as anómalas pressões inflacionistas e as permanentes disrupções das cadeias produtivas globais, representam desafios acrescidos para as nossas empresas e a qualificação dos seus recursos humanos nas áreas da gestão é um elemento muito relevante para a sua competitividade e resiliência, e que é, crescentemente, reconhecido como tal pelo tecido empresarial.

Que áreas de especialização são hoje mais valorizadas?
As empresas valorizam, sobretudo, a formação especializada que as pós-graduações disponibilizam e a possibilidade de aquisição das competências específicas que são mais relevantes para a sua atividade e estratégia empresarial. Muitos destes cursos são, precisamente, desenvolvidos com enfoque em setores concretos de atividade ou orientados para domínios como a internacionalização, a gestão estratégica, marketing digital, finanças empresariais, entre outros e, como tal, representam uma mais-valia bastante significativa.

A formação faz-se ao longo da vida. As empresas portuguesas estão hoje dispostas a apoiar (nomeadamente, em termos financeiros) os colaboradores que mostrem interesse em fazer uma pós-graduação?
Uma pós-graduação exige, desde logo, uma decisão e um investimento de natureza pessoal, já que estamos a falar de cursos de longa duração e que são, naturalmente, exigentes. Estamos a falar de situações que devem ser analisadas caso a caso, mas seguramente que, de uma forma geral, as empresas estão disponíveis para apoiar os colaboradores que pretendem realizar pós-graduações, valorizar as suas competências profissionais e, desta forma, reforçar a própria capacitação das empresas.

As empresas estão abertas a criar modelos de formação interna feitos à medida, nomeadamente com parceiros externos, como universidades?
Sim, já existe um historial de cooperação entre o Sistema Científico e Tecnológico Nacional e o mundo empresarial, designadamente com as associações setoriais, o que tem permitido disponibilizar uma oferta muito orientada para as especificidades dos diferentes setores de atividade e de empresas de todas as dimensões. É uma realidade que está em crescimento. O balanço é positivo, porque permite desenvolver as competências específicas que as empresas necessitam. A aproximação entre o mundo empresarial e o sistema de ensino é um fator crítico para o sucesso da nossa economia e deve ser intensificado, não apenas ao nível destes programas mais avançados, mas, desde logo, na formação profissional, que tem de ser mais alinhada com as necessidades do mercado de trabalho.

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