Empresas de distribuição lamentam greve no Natal

A associação das empresas de distribuição e a cadeia germânica Lidl emitiram hoje comunicados a criticar a greve decretada pelo CESP para hoje, amanhã e domingo.

A APED – Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição emitiu hoje um comunicado em que reitera o seu respeito pelo direito à greve dos trabalhadores do setor da distribuição, mas “lamenta que esta ocorra em pleno processo de negociação dos termos e condições do Contrato Coletivo de Trabalho”.

De acordo com esse comunicado, a associação que representa as grandes empresas de ditribuição em Portugal revela que “a última reunião entre a APED e os representantes dos sindicatos ocorreu dia 28 de novembro, estando já agendada entre as partes uma nova reunião para o próximo dia 10 de janeiro”.

“Assim, ao contrário do que os sindicatos afirmam, as negociações não estão paralisadas”, acusa a APED.

A associação garante que “estão asseguradas todas as condições para que os consumidores portugueses possam realizar as suas compras habituais na quadra natalícia, não se verificando quaisquer limitações ao funcionamento das lojas”.

A APED considera ainda que “estas ações públicas, promovidas pelos sindicatos do setor e nesta altura do ano, servem para desviar o debate dos assuntos de natureza laboral da mesa de negociações, onde deverão efetivamente permanecer”.

“A APED sempre defendeu o diálogo social e volta a apelar ao sentido de responsabilidade dos sindicatos para que, neste processo, sejam encontradas as soluções mais adequadas para o setor e para os seus trabalhadores”, destaca o referido comunicado.

Por seu turno, o Lidl, uma das principais cadeias de distribuição em Portugal também emitiu um comunicado crítico em relação a esta greve.

“O Lidl Portugal procurou assegurar o abastecimento das lojas para a época do Natal, bem como garantir o seu funcionamento dentro da normalidade. O Lidl Portugal mantém um diálogo constante e construtivo com os sindicatos, tendo por isso sido surpreendido com a greve pois tem demonstrado, e sempre privilegiou, o compromisso com os colaboradores e a sua valorização, apostando na criação de condições de trabalho de excelência, progressão salarial, a par da formação e desenvolvimento de carreiras”, sublinha esta cadeia de distribuição.

Nesse comunicado a empresa explica que “o Lidl Portugal assegura condições superiores às acordadas no contrato coletivo de trabalho negociado entre a APED e o sindicato, nomeadamente: 1-O pagamento de salários acima dos valores acordados no contrato coletivo de trabalho, tendo sido pioneiro em Portugal ao aumentar, em 2016, para 600 euros o valor do seu ordenado mínimo; 2- Subsídio de almoço no valor de 6,83 euros; 3- Atribuição anual de três dias adicionais de férias associados à assiduidade”

“Adicionalmente, a empresa ofereceu este ano, a todos os seus colaboradores, independentemente da sua carga horária ou tempo na empresa, um seguro de saúde”, acrescenta o comunicado do Lidl.

A empresa relembra a iniciativa pioneira de criar a figura do do provedor do coleborador em 2009, “reforçando que o bem-estar dos seus colaboradores é uma clara prioridade”.

O Lidl Portugal já́ esteve reunido com os sindicatos em diversas ocasiões e sempre que o mesmo é solicitado, no entanto, a avaliação de medidas futuras é realizada em sede própria e na altura adequada. Em novembro último manifestou a sua disponibilidade para reunir em janeiro, altura apropriada para discutir medidas para o próximo ano fiscal que arranca em março. Com a convocação desta greve, o CESP parece pretender inviabilizar o diálogo social antes mesmo de este se iniciar, o que é de lamentar”, conclui o referido comunicado da cadeia alemã de dsitribuição.

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