Empresas e startups já se podem candidatar aos 150 milhões do PRR para testarem produtos inovadores (com áudio)

Abriram esta quarta-feira as inscrições para o concurso da Rede Nacional de Test Beds, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência. O apoio para a testagem de produtos e serviços pode ir até cerca de 7,5 milhões de euros por empresa.

As empresas e startups podem, a partir desta quarta-feira, candidatarem-se ao concurso de teste a produtos inovadores que é financiado com 150 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).  As inscrições para a Rede Nacional de Test Beds decorrem até ao próximo dia 17 de junho.

O apoio do PRR para a testagem de produtos e serviços pode ir até cerca de 7,5 milhões de euros por cada organização. O objetivo é disponibilizar condições necessárias às empresas para testarem as suas soluções em espaço físico ou através de uma simulação virtual.

“Passa por criar uma rede de infraestruturas colaborativas que impulsione e multiplique o número de pilotos de produtos comercialmente viáveis, ao mesmo tempo que partilha conhecimento através de casos de estudo”, explica a associação Portugal Digital, que acredita que a medida “contribuirá para a aprendizagem de metodologias digitais e tecnológicas por parte das PME [pequenas e médias empresas] e startups portuguesas, assim como para a aceleração do desenvolvimento das suas inovações”.

O auxílio financeiro do PRR – que pode variar entre os 50% e 90% dependendo do tipo de despesa – é atribuído a empresas responsáveis pela criação e operação da “Test Bed”, independentemente da dimensão ou forma jurídica e quer seja privada ou pública.

Os gastos elegíveis são: desenvolvimento de plataformas digitais, compra de equipamentos e de software, essenciais ao funcionamento da “Test Bed”, custos com recursos humanos necessários à operação da “Test Bed” e custos com a sua capacitação e custos associados ao funcionamento e operacionalização das “Test Beds”.

No entanto, cada Test Bed terá de cumprir com um mínimo de produtos piloto, que será depois definitivo. A condição deriva do facto de Portugal se ter comprometido com a Comissão Europeia em desenvolver 3.600 produtos pilotos até ao terceiro trimestre de 2025. “Caso não seja cumprido este objetivo será aplicada uma penalização financeira, por isso tem de se garantir que as Test Bed a financiar pelo PRR têm capacidade de alcançar no seu conjunto este objetivo”, alerta a estrutura do Governo que coordena o Plano de Ação para a Transição Digital.

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