Empresas inovadoras do setor da informação e comunicação registaram produtividade mais elevada

Quanto à formação, as empresas inovadoras apresentaram, em termos relativos, “um maior número de trabalhadores com habilitações superiores, destacando-se as empresas com 50 a 249 pessoas ao serviço da Informação e comunicação (62,2%)”. 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou esta quarta-feira, 16 de dezembro, os dados em relativos a um estudo sobre as empresas inovadoras onde foi possível concluir que as empresas inovadoras do setor da Informação e comunicação registaram produtividade mais elevada.

“No que se refere à produtividade aparente do trabalho, salientaram-se as empresas inovadoras com 50 a 249 e com 250 ou mais pessoas ao serviço da Informação e comunicação, que registaram os valores mais elevados (69,4 mil euros e 90,4 mil euros, respetivamente), e as empresas inovadoras com 10 a 49 pessoas ao serviço dos Transportes e armazenagem (52,9 mil euros)”, apontou o INE para o estudo que remete para o ano de 2018.

Quanto à formação, as empresas inovadoras apresentaram, em termos relativos, “um maior número de trabalhadores com habilitações superiores, destacando-se as empresas com 50 a 249 pessoas ao serviço da informação e comunicação (62,2%)”.

Os dados do INE demonstram ainda que existe uma relação entre a inovação e a dimensão das empresas, “tendo as empresas inovadoras apresentado, em 2018, uma dimensão média 2,2 vezes superior em termos de pessoal ao serviço: 137 pessoas por empresa, comparativamente às 68 pessoas das empresas não inovadoras”.

Sobre o Valor Acrescentado Bruto (VAB), o valor médio foi superior nas empresas inovadoras do que nas não inovadoras, com destaque para as empresas com 250 ou mais trabalhadores no serviço de transportes e armazenagem, com 75,3 milhões de euros. Já a informação e comunicação o valor foi de 68,8 milhões de euros.

“As empresas inovadoras que integram os Setores de alta e média-alta tecnologia apresentaram um VAB médio superior (9,6 milhões de euros) ao das empresas não inovadoras (2,3 milhões de euros), o que também se verificou na produtividade aparente do trabalho, com realce, em ambas as variáveis, para as empresas inovadoras que integram o setor dos Serviços intensivos em conhecimento de alta tecnologia que registaram os valores mais elevados”, realçou o INE.

O que faz uma empresa ser inovadora?

Para a realização do estudo, o INE teve por base “o Manual de Oslo, que estabelece o quadro conceptual do Inquérito Comunitário à Inovação (CIS)”. “Assim, uma empresa é classificada de inovadora, quando no período em análise reportou qualquer atividade de inovação (completa, em curso, abandonada ou adiada), que vise desenvolver a inovação de produtos ou processos, podendo implicar a afetação de recursos e o compromisso específico com estratégias, métodos e procedimentos”.

Dos participantes no estudo, 4.980 empresas foram consideradas inovadoras e 8.418 empresas não inovadoras.

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