Empresas portuguesas declararam investimentos de 1,6 mil milhões de euros em I&D no ano passado

Segundo os dados recolhidos das candidaturas ao SIFIDE, concluídas a 31 de maio, houve 3.438 projetos de I&D por parte de empresas no ano fiscal de 2021, mais 2% em relação ao ano anterior.

As empresas declararam investimentos em Investigação & Desenvolvimento (I&D) de 1.554 milhões de euros no ano passado e os pedidos de crédito fiscal rondaram os 674,6 milhões de euros, de acordo com o Governo. Do total do investimento declarado em 2021, cerca de 300 milhões de euros foram investidos em fundos de capital de risco para projetos de I&D.

Segundo os dados recolhidos das candidaturas ao SIFIDE – Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação e Desenvolvimento Empresarial, concluídas a 31 de maio, houve 3.438 projetos de I&D por parte de empresas no ano fiscal de 2021 (cerca de mais 2% em relação ao ano anterior).

O investimento traduziu-se em cerca de 8.200 projetos, o que representa apenas mais 2% do que em 2020) com a participação de mais de 800 doutorados, concluiu a análise pela Agência Nacional de Inovação (ANI) e publicada agora pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

“Em 2021 houve 511 empresas com 1241 doutorados a realizar I&D, quando, no início do SIFIDE II (2014), estes valores eram bem inferiores (188 empresas e 417 doutorados). Trata-se de um aumento de quase 200% da aposta das empresas em recursos humanos altamente qualificados”, refere o gabinete de Elvira Fortunato, em comunicado divulgado esta tarde.

O ministério com a pasta da Tecnologia e do Ensino Superior recorda que o SIFIDE é um sistema de incentivos fiscais para estimular a competitividade das empresas, apoiando o seu esforço em I&D através da dedução à coleta do IRC de uma percentagem das respetivas despesas de I&D (na parte não comparticipada a fundo perdido pelo Estado ou por fundos europeus).

As despesas de Investigação apoiadas pelo SIFIDE são as realizadas pelo sujeito passivo de IRC com vista à contratação de investigadores e a aquisição de novos conhecimentos científicos ou técnicos, assim como a exploração de resultados de trabalhos de investigação ou de outros conhecimentos científicos ou técnicos com o objetivo de desenvolver e/ou melhorar substancialmente produtos, serviços ou processos de fabrico.

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