Empresas que detêm a SIC e a TVI levam maior fatia do apoio aos media

A Direção-Geral da Saúde vai ser a entidade pública a gastar mais dinheiro em publicidade institucional com sete milhões de euros para apoiar a comunicação social que sofreu uma forte queda publicitária devido à crise económica provocada pela pandemia da Covid-19.

As empresas que detêm a SIC e a TVI vão levar  a maior fatia do apoio do Governo às empresas de comunicação social em Portugal.

Devido à quebra de receitas publicitárias provocada pela pandemia da Covid-19, o Governo anunciou um pacote de 15 milhões de euros, valor que inclui IVA, para comprar publicidade institucional em empresas de media durante o ano de 2020 para tentar aliviar parte da quebra de atividade que o setor está a viver em Portugal neste momento.

É de destacar que dos 15 milhões com IVA, os maiores órgãos de comunicação social no país têm direito a 11,250 milhões de euros, com IVA. Do valor total, dois milhões destinam-se a compras em publicações periódicas de âmbito regional, com 1,7 milhões a term como fim compras em detentores de serviços de programas radiofónicos de âmbito regional e/ou local.

A liderar a tabela dos 11,250 milhões de euros em apoios, está a Impresa – que detém a SIC e o Expresso – que vai ter direito a um apoio de quase 3,5 milhões de euros.

Segue-se o grupo Media Capital – dono da TVI ou da Rádio Comercial – com quase 3,4 milhões de euros, segundo a resolução do Conselho de Ministros publicada hoje em Diário da República.

Na terceira posição, surge o grupo Cofina – dono do Correio da Manhã e da CMTV – com 1,6 milhões de euros de apoio.

Segue-se o grupo Global Notícias Media Group – o dono do Diário de Notícias, Jornal de Notícias e a rádio TSF – com direito a receber um valor acima de um milhão de euros.

A seguir na tabela, a Rádio Renascença vai ter direito a receber 480 mil euros, com a Trust In News – dona da Visão, Caras ou Exame – a receber 406 mil.

Segue-se o jornal Público (314 mil), a Sociedade Vicra Desportiva (dona do jornal A Bola e Bola TV) com 329 mil euros, e a Newsplex – dona do Sol e do jornal i – com 38 mil euros.

Já a Megafin – empresa dona do Jornal Económico – vai ter direito a receber 28.844 euros.

A Avenida dos Aliados – Sociedade de Comunicação – dona do Porto Canal – vai receber 23 mil euros, com o Observador Ontime – dona do Observador – a receber 19,9 mil euros, e a Swipe News – que detém o Eco – a receber quase 18,9 mil euros.

Quem é que vai gastar mais em publicidade institucional por parte do Estado? A Direção-Geral da Saúde (DGS) vai gastar sete milhões de euros em publicidade nos meios de comunicação social.

Seguem-se três secretarias-gerais com 1,5 milhões de euros de investimento cada: a do ministério da Administração Interna, a da Educação e da Ciência, e a do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social.

Já várias entidades vão despender 500 mil euros cada uma para apoiar os media: Secretaria -Geral da Presidência do Conselho de Ministros; Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais; Secretaria -Geral do Ministério da Educação e Ciência; Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral.

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