Empresas que não existiam há 10 anos e hoje são unicórnios

No ínicio da década as empresas que valem mais de mil milhões ganharam um nome de uma figura mitológica. O Instagram ou a Lyft ainda não existiam, mas hoje dão cartas nos setores em que se inserem. A Argo AI, por exemplo, conquistou a Volkswagen e a Ford.

A década que se iniciou em 2010 está quase a terminar e está na hora de fazer o balanço da década na tecnologia. Em 2013, o termo unicórnio – que terá sido referido pela primeira vez pela investidora Aileen Lee – começou a ser reconhecido para empresas que valem o mínimo de mil milhões de dólares, e a partir daí essas ‘pequenas gigantes’ foram crescendo e ganhando dinheiro.

Atualmente, existem três unicórnios com assinatura portuguesa. Até agora, apenas a Farfetch, criada por José Neves, a OutSystems, fundada por Paulo Rosado, e a Talkdesk, construída por Tiago Paiva e Cristina Fonseca, conquistaram o título de unicórnio no planeta tecnológico português, embora a Farfetch seja luso-britânica e a OutSystems tenha sede nos Estados Unidos. Ainda assim, analisando apenas esta década que se encontra perto do fim, apenas a Talkdesk surge no mapa, uma vez que nasceu em 2011, enquanto a empresa de José Neves foi criada em 2007 e a de Paulo Rosado em 2001.

O “Business Insider” fez uma análise mais profunda ao ecossistema tecnológico e empreendedor e reuniu algumas das empresas que se tornaram conhecidas, quer pela sua tecnologia disruptiva, quer morarem em Silicon Valley ou por terem investidores com bolsos sem fundo.

Quais são as empresas unicórnio que mais cresceram esta década?

Na altura em que a mobilidade suave e sustentável continua em foco, as trotinetes da Lime, também presentes em Portugal, conseguiram alcançar uma avaliação de mil milhões de dólares. Apesar da atividade em Portugal das trotinetes elétricas ter assistido a um empate devido às regras da autarquia de Lisboa, a empresa que nasceu em São Francisco está presente em 120 mercados mundiais. Nascida em 2017, a empresa conseguiu angariar mais de 777 milhões de dólares em dois anos, sendo que atualmente está avaliada em 2,4 mil milhões de dólares.

Por sua vez, a empresa Postmates não existe em Portugal, mas tem atividade em mais de três mil cidades do mundo. A Postmates, à semelhança da Glovo e UberEats, também entrega produtos alimentares e no passado mês de setembro foi avaliada em 2,4 mil milhões de dólares, após angariar um total de 906 milhões de dólares.

De acordo com a “Business Insider”, a empresa criada em 2011 ainda “não é rentável e tem muitos rivais no mercado das entregas de bens alimentares”. Ainda assim, a Postmates quer entrar na bolsa norte-americana, embora a oferta pública inicial esteja guardada até ao início de 2020.

Tendo como base a alimentação alternativa, a Impossible Foods é uma empresa que produz refeições à base de plantas para substituir carne, laticínios e peixe. No ano passado, a empresa instalada em Sillicon Valley lançou uma parceria com uma empresa de fast-food.  A procura por este tipo de alimentação alternativa fez com que a empresa conclui-se uma ronda de investimento de 300 milhões de dólares, com a avaliação a alcançar os dois mil milhões de dólares. Dos investidores desta empresa destacam-se Serena Williams e Bill Gates.

A grande concorrente norte-americana da Uber, a Lyft foi criada em 2012 e desde então já angariou perto de cinco mil milhões de dólares de grandes investidores, dos quais se destacam a General Motors, Andreessen Horowitz e Alphabet. Quando se estreou na bolsa e se tornou pública, cada ação estava a valer 72 dólares, sendo que hoje estão em terreno positivo a valer 47,53 dólares.

Uma das redes sociais mais reconhecidas do mundo também se encontra nesta lista. O Instagram, fundado em 2010, está atualmente avaliado em mais de 100 mil milhões de dólares, de acordo com a “Bloomberg Intelligence“. Em 2012, o Facebook de Mark Zuckerberg comprou a rede social por mil milhões de dólares, sendo que apontam que a empresa já tenha ganho esse valor de volta.

Também a rede social Snapchat tem uma avaliação de 23 mil milhões de dólares, tendo sido criada em 2011 por Evan Spiegel. Apesar de já não ter a importância que tinha quando eclodiu, e de Zuckerberg ter tentado comprar a aplicação por duas vezes, a invenção de Spiegel continua a atrair milhões de utilizadores.

A startup Argo AI, que se especializou em tecnologia para carros autónomos, parece estar na mira de todos os grandes fabricantes que querem avançar com a tecnologia do futuro. A Ford investiu 1,6 mil milhões de dólares na startup, enquanto a Volkswagen investiu um total de 2,6 mil milhões de dólares.

O valor investido pelos dois grandes fabricantes pretende ajudar a diminuir os custos da entrada dos veículos autónomos no mercado. Por estar a explorar o futuro da condução, a empresa alcançou uma avaliação de 7,25 mil milhões de dólares em julho, cerca de dois anos após ter sido criada.

A WeWork, empresa imobiliária que fornece espaços de trabalho partilhados para startups e serviços de tecnologia, também presente em Portugal, foi fundada em 2010 e no início era a mais valiosa startup tecnológica, detida por privados, a valer 47 mil milhões de dólares. Contudo, a oferta pública inicial não correu como o esperado e a empresa perdeu milhões, com o cofundador a abandonar o cargo e a levar mais de mil milhões de dólares. Agora, nem um ano depois da avaliação de 47 mil milhões de dólares, a avaliação estagnou em oito mil milhões de dólares.

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