Empresas Sonae assumem compromisso para evitar desflorestação até 2030

O projeto visa assegurar a conservação das florestas no decorrer das atividades e operações sob o controlo direto das empresas do grupo Sonae e das suas cadeias de abastecimento.

As empresas do grupo Sonae “assumem o compromisso de promover a conservação das florestas naturais a nível mundial através do compromisso ‘Zero Desflorestação’, que visa assegurar, até 2030, a ausência de desflorestação associada às atividades e operações diretas das empresas subscritoras, bem como nas suas cadeias de abastecimento”.

Em comunicado oficial, Isabel Barros, presidente do grupo consultivo de sustentabilidade das empresas Sonae, afirma que “o combate à desflorestação requer uma ação urgente e integrada de todos. É necessária uma mobilização global para assegurar a conservação das florestas, que têm um papel crucial ao nível da promoção da biodiversidade e do combate às alterações climáticas, através da retenção de carbono. Nas empresas Sonae, estamos comprometidos em crescer com responsabilidade, por isso, promovemos a defesa do planeta e das florestas. Esperamos poder inspirar outros a seguir este caminho e, em conjunto, conseguirmos fazer a diferença”.

Segundo o grupo, o compromisso ‘Zero Desflorestação’ “reflete o empenho das empresas Sonae no combate à desflorestação através da adoção de metas que garantem a preservação das florestas no decorrer da atividade das suas cadeias de abastecimento associada à produção de matérias-primas críticas – gado bovino, madeira, óleo de palma e soja”. Adicionalmente, tem como objetivo assegurar “zero desflorestação no desenvolvimento de novas infraestruturas e de contribuir positivamente para a conservação e restauro das florestas”.

Para alcançar os objetivos propostos, as empresas Sonae vão colaborar com as suas cadeias de abastecimento, com enfoque na produção local onde a ausência de desflorestação deve ser assegurada. Neste sentido, “está previsto um esforço concertado com os vários intervenientes para assegurar a rastreabilidade e monitorização dos materiais que são adquiridos, nomeadamente através da adoção de mecanismos de controle e de outros procedimentos, incluindo, por exemplo, a certificação de matérias-primas”.

Para o grupo, as florestas desempenham um papel “vital no combate às alterações climáticas e na preservação da biodiversidade”, recordando que, a nível global, aproximadamente metade das florestas estão localizadas nas regiões tropicais e subtropicais, onde são altamente produtivas e albergam pelo menos dois terços da biodiversidade mundial.

Nestas regiões, “a desflorestação ocorre a um ritmo acentuado de 10 milhões de hectares por ano, dos quais a maioria se deve à expansão do comércio internacional e à conversão do uso do solo associado à produção de matérias-primas como gado, óleo de palma, soja e madeira”.

A elevada desflorestação e as suas repercussões ao nível da perda de biodiversidade e por sua vez de impacto nas alterações climáticas, “reforçam a necessidade e o carácter de urgência de desenvolver e implementar um compromisso que seja ambicioso e cuja implementação garanta resultados efetivos”, conclui o comunicado.

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