Empresas TVDE criaram mais de sete mil empregos em seis anos (com áudio)

Entre 2013, ano anterior ao lançamento da operação da Uber em Portugal, e 2019, o número de empresas no sector (plataformas de transportes de passageiros) cresceu 71%.

A plataforma Uber, que comemora oito anos de existência em Portugal, divulgou esta segunda-feira um estudo que indica que entre 2013 e 2019, o número de empresas no sector cresceu 71%, tendo sido criados mais de sete mil empregos.

Segundo a Uber, o relatório “Uber e o TVDE em Portugal: A tecnologia ao serviço da comunidade”, sobre o impacto económico-social do sector TVDE em Portugal, e dados até janeiro de 2022 do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram o “impacto positivo” que o modelo flexível teve no país e na atividade do transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros (que inclui serviço de táxi e TVDE).

“Entre 2013, ano anterior ao lançamento da operação da Uber em Portugal, e 2019, o número de empresas no sector cresceu 71%. O emprego no sector cresceu 51% e foram criados mais de 7.000 empregos líquidos. O volume de negócios aumentou 84% em comparação com o período anterior à entrada da Uber em Portugal”, pode ler-se no documento.

Desde 2013 até 2019, a receita fiscal total do sector aumentou 43% e, mesmo em 2020, “um ano em que todas as atividades ligadas à mobilidade foram fortemente afetadas pelas restrições resultantes da pandemia” de covid-19, os dados do INE indicam que o número de empresas do sector “cresceu ainda assim 7,1% e o número de empregos cresceu 2,8%”.

Atualmente, de acordo com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes citado no relatório, existem mais de 39.000 motoristas TVDE, exercendo a atividade através de mais de 9.500 empresas licenciadas como Operadores de TVDE.

De acordo com o relatório, o equilíbrio conseguido em Portugal a partir de 2018 com a entrada em vigor do regime jurídico do TVDE que regula a atividade “tem permitido dar uma resposta flexível e ajustada às múltiplas necessidades de motoristas, utilizadores e comunidades em todo país”.

O documento revela também que a flexibilidade das oportunidades de trabalho está ajustada às preferências e às necessidades individuais dos motoristas ativos na plataforma da Uber em Portugal, com 68% a indicarem a possibilidade de escolher onde e quando trabalham, assim como as aplicações que melhor respondem às suas necessidades, como sendo o que mais valorizam no TVDE.

Segundo a Uber, 45% dos motoristas ativos nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e nos distritos de Faro, Coimbra e Braga fizeram viagens em mais do que um distrito ou área metropolitana.

“Só em 2019, Portugal recebeu utilizadores Uber oriundos de 81 países. Para dar resposta a esta procura turística, no verão de 2019, 72% dos motoristas das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e dos distritos de Coimbra e Braga que mudaram temporariamente para outras regiões durante a época alta turística fizeram-no mudando-se para o Algarve, em resposta ao aumento da procura”, é revelado no relatório.

Ainda de acordo com o estudo, em Lisboa e no Porto 23% das viagens são viagens isoladas de sentido único, ou seja, os utilizadores não usam a Uber para voltar ao seu ponto de partida, nem para seguir para um segundo destino, indicando uma multi-modalidade de meios de transporte.

Por outro lado, apenas 24% das viagens realizadas através da aplicação da Uber em Lisboa e no Porto são feitas “em alturas de pico [entre as 07:00 e 10:00 ou entre as 16:00 e as 19:00], indicando a preferência por meios de transporte mais eficientes durante as horas de ponta e aliviando congestionamento nesses períodos”.

No relatório é relembrado o compromisso de sustentabilidade que a Uber tem vindo a desenvolver em Portugal desde 2016, ano em que foi lançado o serviço de viagens em veículos 100% elétricos pela primeira vez a nível mundial.

Em 2020, a Uber assumiu o compromisso de eletrificar, até 2025, pelo menos 50% dos quilómetros percorridos na Área Metropolitana de Lisboa e outras seis capitais europeias. Entre 2020 e a primeira metade de 2021, a percentagem de quilómetros 100% elétricos percorridos na plataforma na AML aumentou 55% para mais de 9%.

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