Entregas ao domicílio da IKEA serão totalmente elétricas até 2025, diz CEO

A meta para 2030 é ser uma empresa positiva para o clima, isto é, reduzir mais gases de efeito estufa do que aqueles que são emitidos por toda a sua cadeia de valor.

As entregas ao domicílio da IKEA serão feitas na totalidade por veículos elétricos até 2025 como parte de uma meta de reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa nos próximos oito anos e contribuir positivamente para o clima, disse o CEO Jesper Brodin esta segunda-feira, em entrevista à “Reuters”.

Brodin adiantou que algumas cidades já são totalmente elétricas para entregas ao domicílio e muitas estão a trabalhar arduamente para construir a infraestrutura necessária para atingir esse objetivo, até porque os desafios não serão os mesmos para todas as regiões.

“Em algumas regiões, talvez haja alguns desafios em que vamos precisar de nos esforçar um pouco mais, mas basicamente já em 2025, os clientes devem poder obter eletricidade da IKEA quando se trata de entregas”, disse.

A meta para 2030 é ser uma empresa positiva para o clima, isto é, reduzir mais gases de efeito estufa do que toda a sua cadeia de valor emite.

A proprietária da marca, Inter IKEA , já tinha referido em janeiro que estava a caminho de se tornar positiva para o clima até 2030, já que as suas emissões anuais de carbono caíram 6% em relação aos níveis pré-pandemia, apesar de ter atingido recordes de vendas.

O Ingka Group, dono da maioria das lojas IKEA a nível global, já produz mais energia renovável do que consome, tendo investido cerca de 3 mil milhões de euros em projetos eólicos e solares desde 2009. Mas ainda ambiciona mais e quer atingir 6,5 mil milhões de euros em investimentos até 2030 como parte dos esforços para aumentar o uso de energia renovável em toda a sua cadeia de suprimentos.

Recomendadas

Guia para gestão de Áreas Marinhas Protegidas quer ser “ferramenta útil”, afirma investigador

O “Guia de Boas Práticas para a Gestão e Monitorização de Áreas Marinhas Protegidas”, apresentado hoje, pretende ser “uma ferramenta útil” e simples para as pessoas que trabalham na área, disse um dos autores do documento à agência Lusa.

PremiumCOP27: economia fica sempre à frente dos interesses do planeta

A guerra, a inflação, os preços das energias tornaram a opção pela produção sustentável um luxo a que as economias não se podem dar. A guerra das Nações Unidas terá de ficar para mais tarde.

Pelo menos 238 mil pessoas morreram devido à poluição do ar em 2020, revela relatório

A poluição do ar provocou a morte de, pelo menos, 238 mil pessoas na União Europeia (UE), em 2020, mais do que no ano anterior, segundo um relatório da Agência Europeia do Ambiente (EEA, na sigla em inglês), hoje divulgado.
Comentários