Envelhecimento como sinónimo de produtividade

As políticas de envelhecimento ativo não se devem restringir ao aumento da idade da reforma e à limitação da reforma precoce.


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A produtividade na meia-idade é um tema que, embora não estando na ordem do dia, é bastante atual na Europa e em particular em Portugal. Nas últimas décadas, e até há relativamente pouco tempo, a maioria dos países optou por incentivar os colaboradores mais velhos à pré-reforma. Esta estratégia permitia às economias com taxas de desemprego elevadas integrar o emprego jovem, porém agravando o peso do sistema de pensões com mais custos.

Está na altura de mudar a estratégia, mas com o foco nas soluções e não nos obstáculos. Estima-se que, na União Europeia, em 2060, apenas duas pessoas em idade ativa – entre os 15 e os 64 anos – trabalharão por cada pessoa com mais de 65 anos, de acordo com dados do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP). Ainda segundo esta entidade, as políticas de envelhecimento ativo não se devem restringir ao aumento da idade da reforma e à limitação da reforma precoce.

Então, como se resolve esta questão? Colocando em prática incentivos ao apoio à aprendizagem e ao prolongamento da carreira profissional, apoiando a flexibilidade no trabalho e criando condições propícias ao trabalho e à aprendizagem intergeracional, são as principais recomendações do CEDEFOP.

Com a idade da reforma constantemente a aumentar, sobretudo nas economias ocidentais, o número de pessoas que necessitam de permanecer no mercado de trabalho – e que estão aptas e dispostas a fazê-lo – também está a crescer. O trabalho flexível permite aos profissionais uma maior escolha relativamente ao quando e onde trabalham, de modo a que possam continuar a contribuir para a economia, sem sacrificar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Um estudo recente da Regus concluiu que, em Portugal, 83% dos profissionais vê o trabalho flexível como a chave para manter os colaboradores mais envelhecidos na economia e também 83% encaram-no como fundamental para manter no emprego aqueles que cuidam de um familiar, de modo a que melhor conciliem as demandas da família com a vida profissional.

Esta mudança de paradigma implica alterar mentalidades a vários níveis. “Incentivar uma atitude favorável ao envelhecimento ativo nas nossas sociedades é benéfico não só para as pessoas diretamente envolvidas, mas também para o crescimento e inovação. A tarefa de tornar o envelhecimento ativo uma realidade ainda só vai no início”, conclui o CEDEFOP em Trabalhadores mais velhos – novas oportunidades.
As empresas pioneiras na utilização de políticas de gestão de recursos humanos com base na idade dos colaboradores e numa abordagem de ciclo de vida podem ser verdadeiros exemplos de sucesso e contribuir para a implementação desta prática.

A requalificação dos colaboradores mais velhos permite aumentar o seu nível de motivação, bem como despertar o interesse por outras funções dentro das empresas. O empenho resultará no aumento da produtividade das empresas onde trabalham estes profissionais – e do próprio país.

Jorge Valdeira
Country Manager da REGUS Portugal

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