EP investe 10 milhões no IC2 e 600 milhões no IP3

A Estradas de Portugal (EP) prevê um investimento de 10,2 milhões de euros na beneficiação do troço do Itinerário Complementar n.º 2 (IC2) entre Leiria e Coimbra, obra que tem sido reivindicada pela população do concelho de Leiria. Neste concelho, em outubro, em menos de duas semanas, morreram duas pessoas no troço do IC2, contemplado […]

A Estradas de Portugal (EP) prevê um investimento de 10,2 milhões de euros na beneficiação do troço do Itinerário Complementar n.º 2 (IC2) entre Leiria e Coimbra, obra que tem sido reivindicada pela população do concelho de Leiria.

Neste concelho, em outubro, em menos de duas semanas, morreram duas pessoas no troço do IC2, contemplado no Plano de Proximidade 2015-2019 para a rede rodoviária nacional, divulgado na quinta-feira.

Na sequência do acidente de 17 de outubro, duas mil pessoas participaram numa marcha lenta na via num protesto marcado pela rede social Facebook, correndo ainda na Internet uma petição pública na qual os subscritores pedem separadores na estrada.

No dia 21 de novembro, a EP anunciou que a execução do projeto será dividida em duas fases, a primeira das quais “contempla os trabalhos de melhoria das condições de circulação no troço do IC2 entre o nó com a estrada nacional 109 e a zona do Barracão, com instalação de separador central rígido com uma extensão de 1,5 quilómetros”.

Quanto à segunda fase, “será iniciada no segundo semestre de 2015, com intervenção no restante troço”, esclareceu então uma nota de imprensa da EP.

De acordo com o Plano de Proximidade agora divulgado, a empresa tem previsto um orçamento total de 36,9 milhões para 32 intervenções no distrito de Leiria.

A EP prevê ainda um investimento de 2,2 milhões de euros para a beneficiação da Estrada Nacional (EN) n.º 9, entre Coimbra e Leiria, a lançar em 2015.

Com lançamento apenas em 2018, consta também do Plano de Proximidade a reabilitação de cerca de 200 quilómetros na EN8, no nó da Autoestrada n.º 8, em Tornada e Alcobaça, com um valor de 3.500 euros.

Para 2019, estima-se a aplicação de três milhões de euros na beneficiação da EN8 entre Alcobaça e a EN1, em Chão da Feira, no concelho de Porto de Mós, onde se situa o nó do IC9, que faz a ligação a Fátima.

Com um valor de 3,8 milhões de euros, a empresa vai lançar uma obra em 2015 para beneficiação do IC2/EN1 entre Asseiceira, no concelho de Tomar, e Freires, em Alcobaça.

No próximo ano, a EP pretende ainda realizar obras com vista à eliminação de um dos pontos negros em Boa Vista, no concelho de Leiria.

A EP informou a Lusa de que deu hoje início à empreitada de reabilitação de um troço da EN8, entre Torres Vedras e Bombarral, cujo pavimento abateu diversas vezes, obrigando ao corte da via no sentido sul-norte e à colocação de sinalização semafórica com o objetivo de alternar a circulação rodoviária.

A situação, que se arrasta há mais de um ano, é contestada por automobilistas e autarcas, devido ao mau estado e falta de segurança da via.

Segundo a EP, a intervenção agora iniciada vai demorar cerca de dois meses e tem um custo de 80 mil euros. Para a realização das obras, a empresa vai manter o condicionamento do trânsito e a circulação alternada.

600 milhões no IP3

A Estradas de Portugal (EP) vai investir 600 milhões de euros na renovação do IP3, entre Coimbra e Viseu, nos próximos cinco anos.

Esta obra integra o Corredor Internacional Norte, um dos seis eixos de desenvolvimento prioritários previstos no plano de investimentos da EP para o período 2015-2020, divulgado hoje no portal desta empresa pública.

Além do IP3, com uma dotação financeira de 600 milhões de euros, aquele eixo prioritário inclui o túnel do Marão, no IP4, com 146 milhões de euros, e o IP5, entre Vilar Formoso e Fronteira, com um investimento de 12 milhões de euros.

Estas obras fazem parte das intervenções de médio/longo prazo do Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas (PETI3+).

No caso da ligação rodoviária Coimbra-Viseu (IP3), “devido ao valor muito significativo do investimento”, foram ponderadas “alternativas potenciadoras do património existente, face ao estudo que pressupunha um traçado novo na totalidade da extensão”, explica a Estradas de Portugal.

“Deve-se ponderar o faseamento da construção, nomeadamente, que considere a disponibilização faseada dos diferentes troços, dando prioridade aos que se inserem em zonas cuja procura de tráfego é mais elevada (Coimbra e Viseu), cuja receita de portagem contribuirá para o financiamento dos restantes troços”, adianta.

A empresa assume uma “perspetiva de elevado potencial de captura de tráfego, com impacte positivo nas duas dimensões de transporte: mercadorias e passageiros”.

OJE/Lusa

 

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