Escalões do IRS deverão subir entre 3,53% e 4,43%

Para já, pouco se sabe em relação ao Orçamento de Estado do próximo ano. O Governo esteve reunido ontem para aprovar a proposta em Conselho de Ministros extraordinário e o ministro das Finanças tem reuniões marcadas com os partidos com assento parlamentar na sexta-feira.

Para já, pouco se sabe em relação ao Orçamento de Estado do próximo ano.

O Governo esteve reunido ontem para aprovar a proposta de Orçamento do Estado para 2023, em Conselho de Ministros extraordinário e o ministro das Finanças tem reuniões marcadas com os partidos com assento parlamentar na sexta-feira.

Os escalões de IRS deverão subir entre 3,53% e 4,43%, uma alteração que deve constar da proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), que vai ser apresentada na próxima segunda-feira ao Parlamento, segundo o “Jornal de Notícias”.

Esta subida acontece em linha com a atualização das pensões e tem como objetivo assegurar a neutralidade fiscal dos acréscimos de rendimento.

A proposta está ainda sujeita a acertos até à entrega prevista para a próxima segunda-feira, dia 10, deverá inscrever um aumento dos escalões do IRS num valor entre 3,53% e 4,43%, em linha com a atualização das pensões, de modo a assegurar a neutralidade fiscal dos acréscimos de rendimento, segundo o JN.

De acordo com o Conselho de Finanças Públicas, caso se concretize, em causa está um crescimento bem abaixo da inflação prevista para este ano de 7,7% ou de 7,4%, nas estimativas do Governo.

Em agosto, o Jornal Económico E noticiou que o Governo estava a preparar uma atualização dos escalões de IRS à inflação para evitar novamente uma perda de compra dos contribuintes, que este ano estão já a sentir os efeitos da escalada dos preços nos seus rendimentos, com a inflação a ultrapassar os 9%.

Fontes próximas ao Executivo de António Costa avançaram ao JE que “a medida está a ser equacionada no âmbito da preparação do OE2023”, admitindo estar em estudo uma atualização à taxa de inflação esperada para 2023, em torno dos 3,5%.

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