Escândalo. Volkswagen investiga génios da engenharia

A investigação aberta internamente pela Volkswagen (VW) para esclarecer quem está na origem da fraude dos motores diesel concentra-se em dois engenheiros seniores do grupo: Ulrich Hackenberg, responsável pela área de Investigação & Desenvolvimento (I&D) da Audi, e Wolfgang Hatz, responsável pelos motores com que a Porsche venceu as 24 Horas de Le Mans. Os […]


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A investigação aberta internamente pela Volkswagen (VW) para esclarecer quem está na origem da fraude dos motores diesel concentra-se em dois engenheiros seniores do grupo: Ulrich Hackenberg, responsável pela área de Investigação & Desenvolvimento (I&D) da Audi, e Wolfgang Hatz, responsável pelos motores com que a Porsche venceu as 24 Horas de Le Mans.

Os dois figuram no grupo de engenheiros suspensos sem remuneração no âmbito da investigação para esclarecer o escândalo, de acordo com fontes conhecedoras do processo, citadas pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal. Perante a incapacidade para cumprir a estratégia da fabricante de desenvolver motores diesel ainda mais limpos para o mercado dos EUA terão optado pela manipulação.

Hackenberg e Hatz são considerados dois dos engenheiros mais brilhantes da indústria automóvel alemã. Chegaram aos atuais cargos depois de Martin Winterkorn ter assumido liderança da VW, em janeiro de 2007. Winterkorn, recorde-se, demitiu-se no início do escândalo.

A investigação também se centra em Heinz-Jakob Neusser, responsável máximo pelo desenvolvimento da marca VW.

Segundo noticia o jornal espanhol Expansion, citando o jornal alemão Bild, os engenheiros começaram a instalação do software para manipular os motores a partir de 2008. Os engenheiros que trabalham no desenvolvimento de motores em Wolfsburg (norte da Alemanha), explicaram que, nessa altura, o motor EA189, que vinha a ser desenvolvido desde 2005, estava prestes a começar a ser produzido em série. Não encontrando uma fórmula que lhes permitisse cumprir quer os limites de emissões quer a fasquia de custos, os engenheiros recorreram ao software para impedir a paralisação de um projeto de tão grande importância para a empresa.

O motor começou, então, a ser produzido em série e não apenas para o mercado dos EUA, mas para todo o mercado mundial.

Segundo as mesmas fontes, as investigações não apontaram até agora qualquer indício de que o CEO Martin Winterkorn, que teve de se demitir por causa do escândalo, estivesse ao corrente das manipulações.

Desde 18 de setembro, dia em que rebentou o escândalo, a Volkswagen perdeu já 43% do seu valor de mercado e começou a recolher para revisão 11 milhões de veículos em todo o mundo.

Almerinda Romeira/OJE

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