Escola Iscte-Sintra arranca em setembro com oito cursos e 11 milhões de euros do PRR

O financiamento obtido do Plano de Recuperação Resiliência garante o funcionamento durante os quatro anos iniciais. As primeiras turmas do projeto vão ter aulas em instalações provisórias.

O ano letivo 2022/23 arranca com a primeira escola de ensino superior em Sintra, um concelho onde perto um terço dos jovens que terminam o secundário nas vias científico-humanísticas não prosseguem estudos.

O Iscte-Sintra é a quinta Faculdade do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa e arranca com um financiamento de 11 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), revela Maria de Lurdes Rodrigues, Reitora do Iscte, ao JE Universidades. Este montante destina-se a garantir o funcionamento do projeto nos primeiros quatro anos, adianta.

A Escola, dirigida por Ricardo Paes Mamede, abre em setembro em instalações provisórias na Rua Heliodoro Salgado, entre o Centro Cultural Olga Cadaval e a Biblioteca Municipal, onde ficará até à construção do edifício que lhe está destinado, na Portela de Sintra, em 2026.
“Nesta fase inicial do projeto, as licenciaturas do Iscte-Sintra serão financiadas através do projeto Mais Digital, submetido e aprovado no âmbito do PRR”, esclarece a Reitora do Iscte.

Este ambicioso projeto dá a Portugal a primeira escola especializada em tecnologias digitais aplicadas. No ponto de partida estão oito cursos que cruzam a inteligência artificial, saúde ou cibersegurança com as ciências sociais: Desenvolvimento de Software e Aplicações;

Matemática Aplicada à Transformação Digital; Política, Economia e Sociedade; Tecnologias Digitais e Educativas; Tecnologias Digitais e Gestão;Tecnologias Digitais e Inteligência Artificial;Tecnologias Digitais e Saúde; Tecnologias Digitais e Segurança.

“O Iscte espera que as oito licenciaturas que vai abrir contribuam para as metas do PRR (Programa Impulsos Jovens), em particular a meta de aumentar em, pelo menos, 10 mil o número de diplomados em cursos/ciclos de estudo de ensino superior exclusivamente em áreas STEAM”, salienta Maria de Lurdes Rodrigues.

Além de um papel chave no aumento da qualificação dos portugueses em TI e atrair mais mulheres para esta área, a Escola aposta numa aproximação entre o ensino, a atividade económica e o tecido social da região, o que, segundo a Reitora, vai permitir aumentar as oportunidades de formação e de carreira profissional dos jovens do concelho.

“O principal papel social da universidade — afirma Maria de Lurdes Rodrigues — é formar pessoas com conhecimentos e competências avançadas, capazes de pensar e agir de forma livre, autónoma e responsável. O processo de transição digital em curso necessita de pessoas com estas características”. Os conhecimentos exigidos não são apenas tecnológicos. “Quem concebe e implementa tecnologias digitais tem de compreender as pessoas, as organizações e as sociedades que as utilizam”, salienta.

De igual modo, garante, as universidades “podem e devem contribuir não apenas para impulsionar a transição digital, mas também para potenciar os seus benefícios e minimizar os seus riscos”.

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