Escolas especializadas são via rápida no acesso ao trabalho

Num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, a procura por especializações cresce e são cada vez mais as empresas que querem nos seus quadros pessoas com formação específica.

As lacunas identificadas no acesso ao trabalho geraram uma série de cursos especializados, que preparam os alunos com foco na componente prática, cujo objectivo é aprimorar a sua preparação para o que vão, ou querem, encontrar em ambiente profissional. O Jornal Económico foi conhecer três instituições que oferecem formação especializada — Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (ISCIA), Escola Superior de Atividades Imobiliárias (ESAI) e Escola de Gestão Engenharia e Aeronautica (EGEA).

ESAI nasceu em 1990, após reconhecer a “falta de formação superior” na área, indo ao encontro do que já existia em vários países da Europa. Julie Lefebrve, presidente do conselho de administração, afirma ao JE que a escola é um “centro de criação, desenvolvimento e partilha de ciência e cultura que visa especificamente o ensino superior na área do imobiliário e a investigação científica aplicada nesta área”.

Das licenciaturas aos MBA, sem esquecer os cursos profissionais, a ESAI conta com várias parcerias internacionais para sustentar a sua oferta formativa – factor importante numa sociedade globalizada, onde a “caça ao talento” chega dos vários continentes.

“No decorrer destes 30 anos identificámos uma consciencialização crescente por quem atua diretamente neste mercado que, para se trabalhar com elevado rigor e excelência, é necessária formação especializada”, refere Lefebrve. A responsável da ESAI sublinha ainda que, se nos primeiros anos de existência as formações eram mais procuradas por quem atuava no sector, “hoje, esta formação é cada vez mais atrativa para jovens que pretendem ingressar nesta área”. Na oferta destacam-se as licenciaturas em gestão imobiliária e gestão da edificação e obras, o mestrado em avaliação e gestão de ativos imobiliários e os MBA em avaliação imobiliária, gestão e mediação imobiliária.

Da aeronátuica à segurança
Criada há 30 anos, a EGEA tem como objetivo desenvolver o talento para um dos sectores com maior perspectiva de crescimento. A Escola opera justamente no âmbito da Gestão, no âmbito das Engenharias e no âmbito da Aeronáutica e desenvolve a sua ação através de seis departamentos nas áreas da administração e autarquias, aeronáutica, gestão da hospitalidade, proteção civil e ambiente, segurança e construção, e tecnologias.

Segundo Paulo Gil Martins, diretor da EGEA, a instituição aposta numa “oferta formativa inovadora, aplicável à realidade empresarial com a necessária articulação entre a formação obtida e o mercado de trabalho”. A sua formação assenta numa componente muito prática que tem em conta “processos organizacionais que tornem as empresas, as organizações e entidades, mais competitivas, eficazes e eficientes”, diz o diretor. Para o efeito, a escola promove projetos de investigação colaborativa, aplicada entre entidades parceiras do ISEC Lisboa, cujo objetivo é realizar e trabalhar a transferência do conhecimento produzido. Ao todo, leciona nove Cursos de Técnico Superior Profissional (CTeSP), sete licenciaturas, três mestrados, oito pós-graduações e quatro cursos de Especialização.

Da gestão à proteção civil
Com 32 anos de existência, o Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (ISCIA) integra domínios de formação e investigação do ensino superior nas áreas da gestão, proteção civil, higiene e saúde ocupacionais, psicologia e educação, relações internacionais, comunicação, turismo e desporto.

Segundo Helena Valente, professora e coordenadora do departamento de comunicação, a metodologia de ensino “assenta muito no conceito do blended learning” e existe uma aposta forte em parcerias com associações empresariais, escolas, fundações, universidades, sindicatos e municípios, para ir ao encontro das necessidades profissionais que os seus alunos vão encontrar no mercado de trabalho.

“Tem-se vindo a notar um crescente aumento da procura dos alunos do ISCIA por parte do tecido empresarial, quer a nível regional quer a nível nacional, havendo inclusivamente casos de estudantes que estagiaram ou estagiam em empresas internacionais”, aponta Helena Valente. A responsável sublinha que as empresas são “cada vez mais exigentes” ao apostarem num “acompanhamento rigoroso dos estagiários que os acolhem tendo em vista a futura contratação”. Até ao momento, o feedback das empresas tem sido “extremamente positivo”, num sinal de que a especialização é um factor muito importante no acesso ao mercado laboral, resultando numa taxa de empregabilidade alta. Para além das licenciaturas e mestrados, o ISCIA disponibiliza cinco pós-graduações, todas focadas em profissões específicas.

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