Escolas portuguesas brilham entre pares europeias

Só sete países surgem com mais referências no European Business Schools Ranking 2021, do “FT”, do que Portugal. Duas das quatro escolas nacionais integram o TOP 30: Nova SBE e Católica-Lisbon.

As escolas de negócios portuguesas são, cada vez mais, bem vistas lá fora. Olhe-se para para a edição de 2021 do European Business Schools Ranking, publicado no último mês do ano pelo reputado Financial Times (FT). Este, que é visto como o mais importante barómetro do sector, inclui não uma, mas quatro escolas nacionais: Nova School of Business & Economics (Nova SBE), Católica Lisbon School of Business & Economics (CATÓLICA-LISBON), Porto Business School e ISCTE Business School.

Portugal tem tantas instituições no ranking como a Itália, país com o qual ocupa o quinto lugar ex-aequo. Um tudo nada à frente seguem Suíca e Bélgica, com cinco escolas cada. Alemanha, Holanda e Espanha partilham o terceiro lugar, o Reino Unido o segundo, destacadamente, e a França, muito próxima, lidera.

A avaliação do Financial Times incide sobre 95 escolas de negócios e é feita anualmente com base na média ponderada dos resultados alcançados em diferentes categorias: Masters in Management, MBA, Executive MBA e Executive Education (programas abertos e programas fechados). Um lugar no ranking global obriga necessariamente a bons desempenhos em todos os segmentos. E é o que acontece, no geral, com as portuguesas.

É certo que a boa imagem transmitida para o exterior por esta via não é tudo, mas contribui significativamente para aumentar a capacidade individual e coletiva de atrair alunos estrangeiros para as instituições e para o país. A conquista realizada ao longo dos últimos anos resulta do esforço e investimento na internacionalização por parte das instituições de ensino superior e posiciona cada vez mais Portugal como país exportador nesta área. Uma meta que João Sobrinho Teixeira, secretário de Estado do Ensino Superior do anterior Governo reafirmou no passado ao Jornal Económico.

No Top 30 do ranking FT 2021 posicionam-se duas escolas, separadas entre si por um lugar apenas: a Nova SBE é 27.ª e a Católica-Lisbon 29.ª. Ambas beneficiam da 24.ª posição obtida no ranking da especialidade pelo The Lisbon MBA, programa que desenvolvem em parceria e em colaboração com o MIT Sloan e que é o mais internacional do país.

Em 2021, neste mano a mano, levou a melhor a escola liderada por Daniel Traça, destacando-se também o seu mestrado em gestão (22.º melhor) e os seus programas abertos e customizados de formação de executivos, 26.º e 29.º, respetivamente.

Daniel Traça, dean da Nova SBE, vê nestas posições “um reconhecimento à aposta que a escola tem feito no sentido de consolidar a sua oferta académica de mestrados e de formação de executivos, assente num crescimento sustentado, numa cultura de inovação e excelência e na internacionalização nos mestrados e na formação de executivos”.

O primeiro passo no ranking global do Financial Times foi dado pela CATÓLICA-LISBON em 2007. Primeira em Portugal a integrar o olimpo das business schools europeias, a Escola da Palma de Cima obtém lugares cimeiros desde 2012. “A CATÓLICA-LISBON é um hub de atração de talento de docentes e alunos de nível mundial e uma verdadeira rampa de lançamento para uma carreira de sucesso com verdadeiro impacto na sociedade”, afirma Filipe Santos, dean da business school.

Para estes resultados contribuem, segundo enuncia, um cojunto vasto de fatores: o talento inequívoco dos alunos que atrai, a qualidade e diversidade do seu corpo docente, que se reflete na excelência dos programas oferecidos e na experiência académica proporcionada, a forte ligação ao mundo corporativo expressa na confiança das empresas nos graduados dos programas de mestrado e as excelentes taxas de empregabilidade, progressão salarial e de carreira.

A Porto Business School também exibe pergaminhos de longa data. Com efeito, a escola de negócios da Universidade do Porto integra há 10 anos consecutivos o restrito grupo das melhores da Europa e continua a apostar na melhoria. Em 2021, a Escola dirigida por Ramon O’Callaghan registou a quinta maior subida do ranking, tendo escalado 13 posições até ao 66.º lugar.

Contrariamente às restantes portuguesas, a Porto Business School compete apenas em três das quatro categorias que contribuem para a pontuação final, estando a sua performance indexada ao elevado nível da sua formação executiva — 31.º lugar nos programas costumizados e 41ª nos programas abertos — e dos seus MBA (no ranking FT da especialidade, The International MBA é 42.º e The Executive MBA 62.º).

Estes resultados refletem a evolução contínua e a crescente adaptação da Porto Business School às exigências de um mundo cada vez mais disruptivo, assente na transformação digital e num crescimento sustentável, explica o dean, Ramon O’Callaghan. Uma plataforma sólida e sustentada que permite encarar o futuro com determinação: “Não podíamos estar mais motivados para continuar a apresentar soluções inovadoras dentro da nossa oferta formativa”, afirma.

Na lista das 95 melhores da Europa em 2021 volta a figurar a ISCTE Business School, escola de negócios do ISCTE-IUL, depois de um ano de ausência, após a estreia em 2019. O regresso culmina um ano de sucesso ao nível dos rankings FT, depois de alcançar, em junho, a 51ª posição nos mestrados em Finanças e, em setembro, a 86ª posição nos de Gestão.

Segundo Maria João Cortinhal, dean da Escola, “os resultados do Financial Times são um nítido indício do empenho que a Iscte Business School mantém com os seus estudantes e com os seus stakeholders, traduzido pela qualidade da investigação e formação nas áreas de Gestão e da Economia aliadas à sustentabilidade e à responsabilidade social empresarial”.

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