Eslovénia apoia adesão da Turquia à União Europeia

O presidente do país considera que está na hora de a União Europeia e a NATO olharem para os Balcãs Ocidentais como uma região que deve ser retirada à influência russa. E que a Turquia deve fazer parte desse esforço.

Recep Tayyip Erdoğan, presidente Turquia

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan recebeu o seu homólogo esloveno Borut Pahor em Ancara, capital da Turquia, de quem ouviu que “acho bom que haja um processo de negociação entre Bruxelas e Ancara sobre a adesão à UE. Sei que é um processo moroso, mas, mesmo assim, acho importante manter a Turquia o mais próximo possível do bloco”.

Recordado o papel da Turquia pelo seu “excelente trabalho” na mediação entre a Rússia e a Ucrânia na questão dos cereais, o presidente esloveno disse que é a favor do incremento das relações” entre Bruxelas e Ancara. O país é importante. Do ponto de vista geopolítico é extremamente importante. É membro da NATO”.

“Acredito que a nossa solidariedade, que se desenvolveu com base nas parcerias estratégicas, se fortalecerá em todos os campos, incluindo no processo de adesão de Turquia à União Europeia”. Ancara e Liubliana têm potencial para aumentar a cooperação nas áreas de economia e comércio.

Outro tema que as duas nações discutiram foi a questão do Balcãs. Pahor disse que está a tentar que a União e a própria NATO prestem atenção àquela região. “Há um longo histórico de problemas mesmo antes da guerra. Mas com a guerra, há outro problema, que é que alguns países estão sob pressão direta da Rússia”, afirmou o presidente esloveno.

Pahor disse que os processos de adesão à UE dos países dos Balcãs Ocidentais devem ser acelerados. “A resposta certa a este problema de consequências da guerra (na Ucrânia) é acelerar o processo de alargamento da União Europeia e da NATO aos países dos Balcãs Ocidentais”, defendeu.

O presidente destacou as recentes tensões entre Kosovo e Sérvia, que aumentaram desde o final de julho e afirmou que que esses problemas só podem ser resolvidos a longo prazo e no quadro da aceleração do processo de alargamento.

O líder esloveno disse que a Bósnia-Herzegovina deve ser o próximo país a ser convidado para a adesão à NATO e afirmou que está a trabalhar para conseguir o estatuto de candidato à União Europeia antes do final de 2022, sem condições prévias – ao mesmo tempo que apoia as candidaturas da Macedónia do Norte e da Albânia. “E eu gostaria de dizer o quão importante é o que a União Europeia e a NATO podem fazer ali”.

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