Espanha: Acordo entre PSOE e Unidas Podemos prevê forte aumento de impostos

“Programa progressista” com meia centena de páginas abre a porta para a investidura de um novo governo dependente de votos favoráveis e abstenções de partidos regionalistas e independentistas.

O acordo de coligação assinado nesta segunda-feira pelos líderes do PSOE e do Unidas Podemos, Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, que torna cada vez mais próxima a investidura do novo governo espanhol, prevê fortes acréscimos na carga fiscal sobre os contribuintes com rendimentos mais elevados e as empresas. E o aumento do salário mínimo e ainda o retrocesso das leis laborais introduzidas pelos executivos do Partido Popular.

O “programa progressista” com meia centena de páginas que deverá sustentar o próximo executivo de Espanha, contando com apoio parlamentar de formações como o Partido Nacionalista Basco – e, provavelmente, com a abstenção dos deputados da Esquerda Republicana da Catalunha, cujo líder, Oriol Junqueras, pode vir a sair da cadeia para assumir o mandato de eurodeputado –, aponta o objetivo de “transformar Espanha numa referência da modernidade na Europa”.

Além da atenção às alterações climáticas e às novas fontes de energia, o documento prevê aumentos de dois pontos percentuais na taxa de imposto sobre o rendimento a quem receba mais de 130 mil euros por ano, e de quatro pontos percentuais para quem ultrapasse os 300 mil euros. Para as empresas ficará reservado um imposto mínimo de 15%, que sobe para os 18% nos setores da banca e da energia.

Tais medidas foram logo criticadas pela oposição de direita, igualmente descontente com medidas como a retirada da disciplina de Religião e Moral das médias escolares. Outras prioridades do PSOE e do Unidas Podemos incluem a descida de preços na habitação, nomeadamente através do incremento de oferta de habitação social, bem como a promoção da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, o combate à violência doméstica e legislação que preveja O recurso à eutanásia.

Recomendadas

União Europeia, G7 e Austrália limitam barril de petróleo russo a 60 dólares

Os 27 estados-membros da UE chegaram a acordo, esta sexta-feira, no estabelecimento de um teto máximo para o preço do petróleo russo nos 60 dólares por barril. Os sete países mais industrializados do mundo (G7) e a Austrália juntam-se na decisão.

Imigrantes do Bangladesh denunciam extorsão para obter vistos para Portugal

Um dos problemas para os bengalis está no facto de não existir representação diplomática portuguesa no seu país, o que os força a terem que recorrer à vizinha Índia. Entre Daca, capital do Bangladesh, e Nova Deli, capital da Índia, distam mais de 1.800 quilómetros.

Governo italiano aprova envio de armas à Ucrânia para todo o ano de 2023

O Governo italiano aprovou um decreto prolongando o fornecimento de ajuda, incluindo armamento, à Ucrânia para todo o ano de 2023.
Comentários