Espanha: Pedro Sánchez tenta apoios regionais à investidura

Depois de vários meses em que recusava responder ao presidente da Generalitat, Pedro Sánchez aceitou voltar ao diálogo. A investidura fala mais alto.

Pedro Sanchéz, líder do PSOE e primeiro-ministro de Espanha

Após vários meses de tensão durante os quais o chefe do governo espanhol se recusou a falar ao telefone com o presidente da Generalitat catalã, Quim Torra, Pedro Sánchez decidiu aceitar desbloquear o diálogo entre as duas partes. O governo catalão diz que, na conversa que durou uns 15 minutos, Sánchez reconheceu a natureza política do conflito e aceitou uma reunião.

Mas não qualquer reunião: o executivo fez saber que Sanchez aceitou a reunião, mas condicionou-a à investidura e a uma ronda que pretende fazer com todos os presidentes regionais.

Segundo os analistas, o PSOE está interessado em lançar a mensagem de que o debate territorial não é apenas com a Catalunha, mas com todos os presidentes de todas as regiões do país. É algo que os negociadores socialistas já explicaram em reuniões com a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que insiste em que o caso catalão é diverso dos outros. O PSOE parece preferir a máxima segundo a qual ‘cada caso é um caso’ e por isso o melhor é lidar com todos em conjunto!

O governo anunciou que, se for investido, Sanchez convocará uma Conferência de Presidentes, além das reuniões bilaterais que terá com Torra e com os outros presidentes regionais. Esse fórum, criado por iniciativa de José Luis Rodríguez Zapatero, antigo chefe de governo do PSOE, é o único no qual todos os líderes regionais podem debater, mas é sempre difícil reuni-lo, porque há anos os presidentes da Generalitat não querem participar.

O PSOE mostra assim a Torra que a única forma de dialogar de maneira eficaz é voltar ao seio das negociações e fazer com que Sánchez seja investido como chefe do governo. Recorde-se que Quim Torra é contrário à abstenção que a ERCestá a negociar com o PSOE, mas esta tentativa de voltar ao diálogo pode ser uma forma de sinalizar um possível entendimento a curto prazo.

Sánchez manteve conversas telefónicas com os presidentes regionais para incentivá-los a ajudá-lo a alcançar a estabilidade política de que o país precisa – ou, dito de outra forma, a ajudá-lo a conseguir a investidura. Com os presidentes do PP não há grandes avanços, embora o galego Alberto Núñez Feijóo tenha sido favorável a um acordo entre as duas partes para facilitar a investidura.

O presidente de Múrcia, Fernando López Miras, também denunciou a asfixia sofrida pelas contas da região. Na mesma linha, o presidente da Junta de Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla, transmitiu ao candidato socialista o mal-estar do governo autónomo pela intervenção financeira da comunidade.Com o lehendakari (presidente do País Basco), Iñigo Urkullu, Sánchez tentou fortalecer o diálogo em torno dos seis votos decisivos do PNV no parlamento de Madrid, embora o presidente não seja o chefe do partido. O presidente da Generalitat Valenciana, Ximo Puig, está do lado de Sánchez.

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