Estado comparticipa medicamento mais caro do mundo

O Ministério da Saúde anunciou esta quinta-feira que foi a aprovado  o financiamento público de medicamento Zolgensma, para a atrofia muscular espinal.

Chip East / Reuters

Os bebés e crianças que sofrem de uma distrofia rara que impacta os movimentos e na força dos braços e das pernas têm agora uma nova esperança com a aprovação do financiamento público do medicamento Zolgensma, considerado o mais caro do mundo.

O fármaco em causa, que o Estado vai comparticipar a estes doentes, é uma nova opção terapêutica para as crianças com atrofia muscular espinhal tipo I, uma doença genética rara que atinge cerca de uma em cada 11 mil crianças, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo o gabinete de Marta Temido, este é um medicamento cujo mecanismo de ação está direcionado para a causa da doença, sendo que tem um esquema de administração de dose única. Logo, basta uma toma para cada um dos 11 mil doentes. Porém, houve 17 autorizações excecionais, ao abrigo de um Programa de Acesso Precoce ao medicamento.

“Com esta aprovação ficam regulados os termos e condições em que o medicamento é adquirido no Serviço Nacional de Saúde (SNS). A decisão de financiamento deste medicamento resulta de um processo de avaliação que analisou a sua mais valia para os doentes e o impacto na sustentabilidade do SNS”, adianta o Governo, em comunicado divulgado esta quinta-feira.

Segundo o “Jornal de Notícias”, até agosto o Estado havia investido quatro milhões de euros no remédio para administrar em 16 bebés.

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