Estado de emergência. CDS-PP mantém “abstenção preocupada com a saúde pública”

O vice-presidente do CDS-PP Sílvio Cervan diz que a saúde pública é a “primeira preocupação” do partido, mas alerta que é preciso minorar o impacto do combate à Covid-19 na economia, para que seja “o menor possível”.

O CDS-PP vai voltar a abster-se na votação da renovação do estado de emergência até 7 de janeiro, que terá lugar esta quinta-feira na Assembleia da República. O vice-presidente do CDS-PP Sílvio Cervan diz que a saúde pública é a “primeira preocupação” do partido, mas alerta que é preciso “minorar” o impacto do combate à Covid-19 na economia portuguesa, para que seja “o menor possível”.

À saída da reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa sobre a possível renovação do estado de emergência entre 24 de dezembro e 7 de janeiro, Sílvio Cervan referiu que a abstenção do CDS-PP em anteriores renovações do estado de emergência foi “uma abstenção preocupada com a questão da saúde pública” e negou que tenham existido divergências entre a direção de Francisco Rodrigues dos Santos e o grupo parlamentar democrata-cristão. “Só existe um CDS e o voto mudou [de voto a favor para abstenção] porque a situação foi alterada”, disse, sem mais esclarecimentos.

“A questão da saúde pública é a nossa primeira preocupação e tem de estar à frente de tudo o resto. Mas temos uma economia e um conjunto de situações que é preciso salvaguardar e o impacto da questão de saúde pública sobre a economia tem de ser minorado para que seja o menor possível”, salientou.

O CDS-PP defende que “é preciso continuar a ter algum controlo sobre os movimentos sazonais, na época do Natal e ano ano” e haver mais informação por parte das autoridades para que os portugueses acatem as restrições impostas, ao abrigo do estado de emergência. “Se continuarmos a ter estes dados erráticos de que podemos fazer tudo e o contrário de tudo, não é possível”, referiu ainda Sílvio Cervan.

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