Estados Unidos retiram Sudão da lista dos países que promovem terrorismo

“Esta conquista foi possível graças aos esforços do governo de transição liderado por civis do Sudão para traçar um novo rumo ousado para longe do legado do regime de Bashir”, garantiu Mike Pompeo.

A decisão dos EUA de remover o Sudão de uma lista estatal de terrorismo entrou em vigor esta segunda-feira, segundo o secretário de Estado Mike Pompeo, eliminando um fardo que pesava sobre a economia do Sudão desde 1993 e restringia a sua capacidade de receber ajuda.

“Esta conquista foi possível graças aos esforços do governo de transição liderado por civis do Sudão para traçar um novo rumo ousado para longe do legado do regime de Bashir e, em particular, para atender aos critérios estatutários e políticos para rescisão”, referiu Pompeo em comunicado a que a “Reuters” teve acesso.

Por sua vez, o primeiro-ministro sudanês, Abdalla Hamdok apontou que “fomos libertados do bloqueio global ao qual fomos forçados pelo comportamento do regime que foi demitido”. “Essa conquista contribui para as reformas económicas, atraindo investimentos e remessas por meio de canais oficiais, criando novas oportunidades de emprego para os jovens e muitos outros aspetos positivos”, frisou Abdalla Hamdok.

A medida é um incentivo para as autoridades de transição que assumiram posse depois de o presidente Omar al-Bashir ter sido dispensado no ano passado. Em outubro, o presidente Donald Trump assegurou que reabilitaria o Sudão, dias antes de anunciar que Israel e o Sudão pretendiam normalizar as relações.

Os Estados Unidos colocaram o Sudão num lista de terrorismo em 1993 sob o argumento de que o regime de Bashir estava a abrigar grupos militantes, incluindo a Al-Qaeda, o Hamas e o Hezbollah. Os EUA conseguiram isolar o Sudão da assistência financeira e dos investimentos, e do sistema bancário global.

Nos últimos meses, O Sudão esteve envolvido em negociações com os Estados Unidos e pagou um acordo negociado de 275,62 milhões de euros às vítimas dos ataques da Al-Qaeda às embaixadas dos EUA na África Oriental em 1998, que tinham recebido indenizações muito maiores pelos tribunais norte-americanos.

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