Estaleiros Navais de Peniche acusa Transtejo de ignorar argumentos técnicos e financeiros na escolha das novas embarcações

O concurso para a aquisição de 10 novas embarcações elétricas para a travessia do Tejo está a levar a empresa naval de Peniche a questionar o processo de avaliação das propostas, alegando que a solução encontrada sairá mais cara do que a sua proposta e que o sistema de carregamento destes navios apresenta graves riscos para os trabalhadores.

Os Estaleiros Navais de Peniche (ENP) manifestam a sua preocupação com eventuais acidentes resultantes do sistema manual de carregamento dos novos navios que a Transtejo pretende encomendar, tendo mesmo avançado com uma ação suspensiva, conforme comunica a empresa.

A ação interposta a 9 de novembro relaciona-se sobretudo com o carregamento manual destes veículos. Como fez questão de transmitir a empresa à FECTRANS, ao Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM) e ao Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagem, Transitário e Pesca (SIMAMEVIP), este método é altamente propício a acidentes de trabalho, já que envolve o manuseamento de pesados cabos rígidos, isto em situações climatericamente adversas e com uma perigosa proximidade ao rio Tejo.

Além disso, uma análise técnica das capacidades de performance dos navios em causa aponta para uma solução escolhida 66% mais dispendiosa do que a que a apresentou a ENP, além de que a proposta aprovada implica a aquisição de baterias mais caras num concurso à parte, que deverá ter o custo de 7,5 milhões de euros.

Assim, e face às acusações da Transtejo de uma tentativa por parte da ENP de atrasar o processo e causar prejuízo financeiro ao tentar impor uma solução mais cara, a empresa de Peniche vem clarificar a sua posição.

Apontando à Transtejo uma falta de sustentação técnica nas suas respostas, a ENP argumenta que, considerando o custo estimado das baterias, a sua proposta passa a ser 3,6% mais barata do que a escolhida, ao invés dos 8,5% mais caro que a empresa de transporte marítimo do Tejo alega.

A ENP pede, portanto, à Transtejo que assuma os erros na avaliação do caderno de encargos, sempre com vista à defesa do erário público.

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