“Estamos atentos a novas fontes que substituam as renováveis”

Emanuel Freitas, CEO da OZ Energia, fala sobre as tendências do negócio da energia em Portugal


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A gestão da OZ Energia está a olhar para o mercado e a equacionar novas ofertas de produtos mais inovadoras e ajustadas ao cliente português.

Que sinergias são possíveis entre a OZ Energia e a REN, onde a holding Gestmin tem participação acionista?
Tratando-se de duas atividades distintas as desenvolvidas pela REN e pela OZ Energia, não existem sinergias possíveis.

Quais as tendências do negócio da energia em Portugal? Essas tendências estão ligadas a questões de economicidade ou de inovação?
É expectável que, com o desenvolvimento do continente africano, Índia e Ásia, o consumo global de energia aumente exponencialmente. A tendência mundial aponta para um crescimento no consumo na ordem dos 85% até 2040 com forte incidência nas economias emergentes, mas, sobretudo, pela crescente utilização em todas as ações do nosso dia-a-dia. Em Portugal, e, de uma maneira geral, nos países mais desenvolvidos, há uma tendência para se promoverem políticas de sustentabilidade ambiental que fomentem o acesso a fontes de energia renováveis que possam substituir as energias fosseis. Naturalmente, estamos atentos a esta realidade e pretendemos crescer nestes novos setores. Começámos pela biomassa, por enquanto por via da comercialização e distribuição de Pellets bem como de equipamentos de queima. Estamos a olhar para o mercado e a equacionar novas ofertas de produtos mais inovadoras e ajustadas ao mercado português. Pretendemos, com a inovação, poder proporcionar soluções energéticas diferenciadoras e que também aportem vantagens económicas para os nossos clientes.

Mesmo com o preço das commodities em queda, a energia continua a ser um setor apelativo?
A energia é um bem essencial para as famílias e para o tecido empresarial, um motor para a economia e é neste negócio que a OZ Energia opera. As flutuações de preço têm, na maioria dos casos, fatores exógenos na sua origem. Qualquer alteração na geopolítica tem impactos que não se podem prever. Mas é essa a realidade deste negócio. Contudo, pode antever-se uma tendência de atenuação destes efeitos na composição final do preço das comodities – esperamos, num futuro próximo, poder assistir a uma alteração de indexantes e que o preço dos produtos deixe de estar sujeito a estas flutuações, regulando-se pelo mercado.
Objetivamente, o mercado da energia tem potencial de crescimento e pretendemos reforçar a nossa presença junto dos nossos clientes de uma forma mais integrada, diversificando as fontes de energia, inovando e desenvolvendo novas soluções de comercialização e prestação de serviços sempre com o foco no bem-estar e proximidade ao nosso cliente.

Ao longo deste ano houve variações no consumo doméstico e no consumo industrial?
Ao longo deste período de crise, assistimos a reduções de consumo quer no mercado doméstico (as famílias tiveram de poupar), quer no setor industrial por via do encerramento ou redução da atividade de muitas empresas. Este enquadramento ainda se vai manter.

A OZ Energia foi distinguida no estudo ECSI Portugal 2015 – Índice Nacional de Satisfação do Cliente. O que explica este sucesso?
Trata-se de uma distinção que nos é atribuída pelos consumidores pelo segundo ano. Este reconhecimento é partilhado com a rede de Parceiros OZ Energia que todos os dias trabalha com competência, integridade e transparência aproveitando a distribuição domiciliária do gás como um ponto de contacto essencial que contribui para a retenção e fidelização dos clientes.

Qual a faturação em 2014 e qual a projeção para 2015?
O volume de facturação da OZ Energia vai situar-se em 2015 nos 200 milhões de euros. Contudo, este foi afetado pela volatilidade dos preços do setor. Entendemos, como indicadores mais relevantes, a penetração no mercado e o grau de satisfação dos nossos clientes.

Por Vítor Norinha/OJE

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