Estará o antisemitismo de volta à Alemanha?

“Existe um receio acerca do caminho que a identidade alemã poderá estar a tomar”, disse ao Financial Times Jeremy Issacharof, embaixador israelita em Berlim.

Alemanha

Um estudo realizado pelo American Jewish Committe (AJC) chegou à conclusão de que existe um “antisemitismo generalizado” entre a comunidade de refugiados árabes na Alemanha. Tendo em conta a crescente popularidade do Alternativa para a Alemanha (AfD), o partido de extrema-direita que pela primeira vez nas eleições de setembro passado obteve representação parlamentar, é cada vez maior o receio de que o antisemitismo esteja a voltar a ganhar força na Alemanha.

“Existe um receio acerca do caminho que a identidade alemã poderá estar a tomar”, disse ao Financial Times Jeremy Issacharof, embaixador israelita em Berlim.

Ainda recentemente, a propósito de manifestações de protesto pela decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, o porta-voz de Angela Merkel, Steffen Seibert, afirmou “a demonstração aberta de antisemitismo nas ruas de cidades alemãs”, com bandeiras de Israel a serem queimadas é algo de que nos devemos envergonhar”.

Já o líder da AfD, Alexander Gauland, disse em setembro que os alemães têm o direito de “estarem orgulhosos do que os seus soldados fizeram nas duas guerras mundiais”, declarações que, segundo Issacharoff, “não caem bem na comunidade judaica”.

O Financial Times cita ainda o autor do estudo do AJC, Günther Jikeli, que alerta que o antisemitismo por si observado “é um problema, mas também um acaso”: não só “essas pessoas vêm de ditaduras, sentem-se muito inseguras acerca de tudo”, e que se “querem integrar, aprender os nossos valores, e adaptaraem-se a eles”, como são citados jovens que se distanciam das posições antisemitas expressas por outros inquiridos.

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