“Este é o momento de atuarmos juntos”. Boris Jonhson pede unidade para concretizar Brexit

“Este é o momento de atuarmos juntos” e de “escrever um novo capítulo na história do país”, disse Boris Johnson, pedindo aos deputados que aproveitem as oportunidades que se apresentam após a saída do país da UE.

A saída do Reino Unido da União Europei (UE), cujo prazo termina em 31 de janeiro de 2020, está dependente do debate sobre o projeto de lei que permitirá ao governo de Boris Johnson acionar efetivamente o Brexit. Na sessão especial antes da pausa para o Natal, que decorre esta sexta-feira, o primeiro-ministro britânico pediu unidade aos deputados britânicos, que debate e vota hoje a legislação que vai regular o Brexit.

“Este é o momento de atuarmos juntos” e de “escrever um novo capítulo na história do país”, disse Boris Johnson, pedindo aos deputados que aproveitem as oportunidades que se apresentam após a saída do país da UE.

De acordo com o The Guardian, o primeiro-ministro apelou ao Parlamento britânico que o apoie na concretização de “um novo e grande projeto nacional”.

A votação do referido projeto de lei deverá acontecer pelas 14h30, hora de Lisboa. A votação em sessão extraordinária teve de receber ‘luz verde’ da presidente da câmara baixa, Lindsay Hoyle. Após a votação, o Parlamento britânico encerra atividade para férias de Natal.

Depois, em janeiro, o diploma é novamente votada na especialidade. Para a ratificação ficar completa, o acordo terá de ser também aprovado pelo Parlamento Europeu.

A redação da proposta de lei foi alterada desde outubro, tendo sido introduzida a proibição de prolongar o período de implementação para além de 31 de dezembro de 2020.

Removidas foram garantias sobre direitos laborais e legislação ambiental, mas o governo assumiu o “compromisso de continuar com os mais altos níveis de direitos dos trabalhadores, normas ambientais e proteção ao consumidor” em legislação à parte.

Recomendadas

OE2023: CDS sugere atualização dos escalões de IRS e redução da taxa de IRC

O CDS-PP quer a atualização dos escalões de IRS ao nível da inflação prevista para 2022 e a redução do IRC de 21% para 19% para o ano de 2023.

OE2023: Marcelo diz que previsões são melhores do que esperava mas não são “maquilhagem política”

O Presidente da República afirmou hoje que as previsões económicas do Governo para 2023 são melhores do que esperava, mas considerou que não são “um exercício de maquilhagem política”, embora admitindo que posam falhar.

PCP considera que OE2023 deve dar prioridade à “recuperação e valorização de salários e pensões”

A líder do grupo parlamentar sublinha que o Governo “vai prolongar a perda do poder de compra por parte da esmagadora maioria dos trabalhadores”, depois de se ter reunido com o Executivo de António Costa.
Comentários