Estímulos estão a aguentar Wall Street. Para já

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, com o Dow Jones e o S&P a fixarem novos máximos históricos. O estímulo estão a segurar os mercados, mas isso não vai durar sempre.

Alguns dos principais índices do lado de lá do Atlântico estiveram em alta ao longo do dia, com o Dow a fechar a subir 0,58%, para os 32.485,59 pontos, um novo recorde de fecho. Ao mesmo tempo, o Standard & Poor’s 500 somou 1,04% para se fixar nos 3.939,27 pontos, outro máximo. Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite avançou 2,52% para atingir os 13.398,67 pontos.

Os investidores sentiram-se mais otimistas perante a assinatura do mais que esperado pacote de estímulos à economia – no valor de 1,9 biliões de dólares.

Mas apesar da longa espera, o analista da consultora Henrique Tomé, salienta que

O Senado aprovou o novo pacote de estímulos para a economia norte-americana e ”este será o terceiro pacote a ser aprovado e será superior àquele que Donald Trump tinha anteriormente apresentado e visa questões como o aumento no valor dos cheques (cheques no valor de 1400$) que serão atribuídos às famílias que apresentem rendimentos inferiores a 80 mil dólares por ano, mais fundos disponíveis divididos entre os vários estados do país, aumento da capacidade de vacinação e reabertura gradual da economia nos estados mais afetados pela pandemia. No entanto, este novo pacote terá de ser votado novamente pela Câmara dos Representantes novamente, uma vez que sofreu ligeiras alterações”.

Espera-se que a aplicação deste novo pacote de estímulo na economia resulte na criação de seis milhões novos postos de trabalho e num aumento do crescimento económico do país, com uma verba de cerca de mil milhões de dólares para estimular a competição das empresas norte-americanas face ao resto do mundo e em particular face à economia Chinesa.

Mas o analista chama a atenção para que, no início da semana os futuros norte-americanos voltaram a estar sob pressão à medida que os juros da dívida americana esteve perto de atingir novos máximos do último ano, no entanto, o sentimento do mercado acabou por se alterar à medida que os mercados começaram a digerir as notícias vindas da Casa Branca sobre o novo pacote de estímulos de Joe Biden.

“Historicamente a aplicação de estímulos económicos acabam por impulsionar os mercados a curto prazo, no entanto, as últimas semanas revelaram-se tensas para alguns índices norte-americanos e nem as declarações de Jerome Powell conseguiram elevar o sentimento no mercado acionista”. Ou seja, as incertezas sobre as perspetivas económicas “continuam a preocupar os investidores e analistas à medida que os bancos centrais continuam a alavancar-se cada vez mais de modo a conseguirem apoiar a atividade económica”.

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