Estratégias de sustentabilidade nas empresas dependem da competitividade

O Portugal 2030, que será implementado através de 12 programas, terá uma dotação global superior a 23 mil milhões de euros em fundos estruturais. Que importância têm os programas de financiamento para o tecido empresarial?

A capacitação para a competitividade com os mercados externos ou com empresas estrangeiras que venham operar em Portugal deverá estar, no entender de Pedro Neto, partner da Moneris, entre as prioridades dos empresários.

“No atual contexto económico em que cada vez mais a competitividade é maior e é transversal não só à vida dos portugueses, mas dos mercados internacionais, é de extrema importância que as empresas portuguesas se capacitem mais para que consigam ter uma maior capacidade de competitividade dos mercados externos ou mesmo concorrer com empresas estrangeiras que venham operar em Portugal”, defendeu o consultor na JE Talk sobre linhas de capitalização.

Pedro Neto entende que, sem “competitividade”, pode “ser difícil para as empresas criarem estratégias de sustentabilidade, de manutenção no próprio tecido empresarial”.

Nas palavras do consultor, “é premente que as empresas consigam ter capacidade de investimento para se conseguirem adaptar a todos novos mercados, que cada vez têm mutações mais rápidas”.

O período de candidaturas às linhas de financiamento para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e para o Portugal 2030, que sucede ao Portugal 2020, avizinham-se.

“A utilização destes instrumentos é crucial porque as empresas conseguem alavancar-se nesta vertente da competitividade. É preciso que se prepararem para o aproveitar das verbas que estarão para vir – PRR, Portugal 2030”, afirmou.

Segundo Pedro Neto, a pandemia e outros contextos de crise fomentam a rapidez e assertividade na capacidade de adaptação das empresas quanto à competitividade internacional.

Ricardo Vale, coordenador comercial da Yunit, defende que “as linhas de financiamento e os programas comunitários não podem ser vistos como um fim, mas como um meio. Arrisco dizer que o empresário deve olhar para dentro, para os recursos de que dispõe e depois olhar para as linhas e para os programas como um adicional de desenvolvimento e não como um fim”, acrescentando que “olhar para os financiamentos como uma tábua de salvação é um princípio completamente errado”.

O fator da sustentabilidade será, em breve, fundamental para o acesso ao financiamento bancário às empresas.

Segundo Pedro Neto, as empresas “têm de saber que caminho vão seguir, têm de delinear todo o processo de desenvolvimento e investimento sem pensarem que existem estas linhas de finaciamento”. “Esse deve ser um pensamento estratégico que devem ter desde já.

O que acontece na maioria das vezes é que as empresas normalmente acordam quando abrem os concursos. Isso torna muito mais difícil a operacionalização de uma candidatura e a justificação dos investimentos associados a um plano estratégico”.

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